Boa demanda eleva preço de bônus corporativos do Brasil no mercado secundário

Os bônus de dívida de empresas brasileiras registram volume expressivo de negociação nos últimos dias no mercado secundário e, apesar do ambiente ainda cauteloso nos mercados externos, a maioria opera com prêmio em relação ao preço da colocação. Os títulos do Banco Votorantim emitidos ontem a 102,56 do valor de face, eram negociados a 102,85 na compra e 103,20 na venda próximo às 14h45, segundo cotação da corretora ICAP. Os papéis da CSN, lançados na quarta-feira da semana passada a 99,09 do valor de face, eram cotados a 99,40 na compra e a 99,50 na venda, também de acordo com cotação da corretora ICAP.

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 15h22

 

Segundo outras fontes, os papéis do Banco Mercantil do Brasil, emitidos ao par, eram cotados a 102,50 na compra e a 103,00 na venda há pouco; e os papéis do Banco Cruzeiro do Sul eram cotados a 99,50 na compra e a 100 na venda, também acima do preço da colocação de 99,33% do valor de face.

 

"A demanda pelos papéis brasileiros no mercado primário tem sido muito boa, superando com folga o valor ofertado, levando, portanto, a uma boa evolução e alocação dos títulos no secundário", disse um operador. Ele acrescenta que, do ponto de vista do apetite do investidor, há ainda espaço para novas emissões de bons nomes, inclusive porque o governo brasileiro ainda não fez uma colocação, mantendo os investidores focados nos bônus corporativos. Foi muito bom que a janela tenha sido reaberta, porque isso facilitará a rolagem dos muitos vencimentos de emissões antigas que estão ocorrendo, observou.

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