BoJ ajuda bolsas asiáticas a fechar com ganho

Banco aumentará compra de ativos, indicando que poderá implementar medidas de relaxamento ainda mais agressivas

LUCAS HIRATA E ANTONIO ROGÉRIO CAZZALI, Agencia Estado

20 de dezembro de 2012 | 08h45

Os mercados acionários da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira após o Banco do Japão (BoJ, da sigla em inglês) decidir aumentar seu programa de compra de ativos. Durante boa parte do início da sessão as bolsas locais operaram sem direção única, influenciadas pela queda das ações em Wall Street em meio a incertezas em relação ao fechamento de um acordo entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos para evitar que uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos entre em vigor em 1º de janeiro.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, disse, na quarta-feira (19) que a Casa só aprovará nesta quinta-feira uma proposta que mantém o imposto de renda para todos os norte-americanos que ganham até US$ 1 milhão por ano, e que manterá também o atual imposto sobre imóveis em 35% apenas para propriedades com valor a partir de US$ 5 milhões. Segundo Boehner, este "plano B" é a última chance para evitar o chamado abismo fiscal, mas o presidente Barack Obama já anunciou que vetará a proposta.

Na madrugada desta quinta-feira, o conselho do BoJ decidiu, por unanimidade, adotar medidas adicionais de relaxamento, ampliando o tamanho do programa de compra de ativos em 10 trilhões de ienes, para 101 trilhões de ienes. Além disso, o BoJ indicou que poderá implementar medidas de relaxamento ainda mais agressivas.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul terminou o pregão em alta, em sessão em que os investidores optaram por esperar os desdobramentos do acordo para evitar o abismo fiscal nos EUA. O índice Kospi subiu 0,32%, para 1.999,50 pontos. As ações da Samsung Electronics caíram 0,8%, e as da Hyundai Motor recuaram 0,7%. Por outro lado, os papéis da KB Financial subiram 0,4% e os da Woori Finance avançaram 3,1%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé atingiu a mínima desde os 7.580,17 pontos registrados em 30 de novembro, com os investidores obtendo lucros em todos os setores. O índice Taiwan Weighted recuou 1,07%, para 7.595,46 pontos. As instituições financeiras e as empresas parceiras da norte-americana Apple perderam na sessão desta quinta-feira, enquanto as tecnológicas fecharam sem direção definida. Cathay Financial perdeu 2,8% e Hon Hai recuou 0,6%. Já as ações da HTC subiram 0,4% e a Chimei ganhou 4,5%.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney subiu pelo terceiro pregão seguido, atingindo a máxima em 17 meses, com os investidores procurando ações defensivas e de maior rendimento, tendo em vista a preocupação com os desdobramentos sobre o déficit fiscal norte-americano. O índice S&P/ASX200 subiu 0,35%, para 4.634,11 pontos. Dentre as mineradoras, a Fortescue Metals Group caiu 3,4%, a Rio Tinto recuou 0,6% e a BHP Billiton também apresentou ligeira perda no pregão desta quinta-feira.

Na China, o índice Xangai Composto terminou o pregão em alta de 0,3%, aos 2.268,35 pontos, com os ganhos liderados por incorporadoras domésticas, mas com o recuo das ações do setor financeiro. O índice Shenzhen Composto avançou 0,6%, para 827,57 pontos. As ações dos bancos caíram em meio a preocupações sobre o aumento das regulamentações sobre produtos de investimentos, o que pode levar a uma desaceleração do crescimento de receita.

Nas Filipinas, a bolsa terminou a sessão em alta à medida que a ampla liquidez dos mercados financeiros continua a atrair os investidores às ações. O índice PSEi avançou 0,8%, para 5.797,74 pontos, com alto volume de transações. As informações são da Dow Jones.

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