Boj e EUA levam ganhos a bolsas da Europa

Medidas de estímulo agressivas no Japão e dados sólidos do mercado imobiiários nos EUA impulsionaram negócios

Sergio Caldas, da Agência Estado,

19 de setembro de 2012 | 14h21

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, após dois pregões seguidos de perdas generalizadas, impulsionadas por dados sólidos do mercado imobiliário dos EUA e medidas de estímulo mais agressivas do que se esperava do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês). O índice Stoxx Europe 600 encerrou o dia com ganho de 0,4%, aos 274,90 pontos.

A Heineken registrou uma das maiores altas do índice pan-europeu, disparando 6,4% na Bolsa de Amsterdã. A cervejaria holandesa ficou mais próxima de garantir um acordo para assumir o controle da Asia Pacific Breweries (APB) e sua marca de cerveja Tiger após convencer um acionista de peso a apoiar uma oferta de US$ 4,5 bilhões.

Já a varejista espanhola do setor de moda Inditex, controladora da Zara, deu um salto de 3,7% após divulgar que seu lucro líquido subiu 32% no primeiro semestre fiscal, com auxílio de vendas mais fortes nos mercados emergentes.

Os grupo farmacêuticos também tiveram um dia positivo, com a Sanofi e a Novartis avançando 1,8% e 0,6%, respectivamente.

As ações na Europa encontraram algum suporte após o anúncio inesperado do BoJ, que decidiu ampliar seu programa de compra de ativos em 10 trilhões de ienes (US$ 126,7 bilhões), para cerca de 80 trilhões de ienes, numa esforço de sustentar a atividade econômica no Japão.

"Numa escala mais global, o relaxamento de hoje reforça a ideia de que a ação da semana passada (quando o Federal Reserve, banco central dos EUA, adotou uma nova rodada de medidas de estímulo) vai, até certo ponto, ''forçar'' outros bancos asiáticos a seguirem o mesmo caminho", disse analistas do Danske Bank em nota a clientes, acrescentando que esperam que o BoJ volte a expandir seu programa, em 5 trilhões a 10 trilhões de ienes, antes do fim do ano.

Também agradaram os indicadores do mercado imobiliário dos EUA. As construções de moradias iniciadas no país cresceram 2,3% em agosto ante julho, e as vendas de moradias usadas saltaram 7,8% no mês passado, chegando ao maior nível em mais de um ano.

As ações de energia ajudaram a sustentar os índices na Europa. A francesa Total avançou 1,2% e a britânica BP ganhou 1,1%. Segundo o Financial Times, a BP está em negociações para vender sua refinaria no Texas para a Marathon Petroleum Corp.

Em Londres, o índice FTSE 100 teve ganho de 0,35% e fechou aos 5.888,48 pontos, com ajuda do setor financeiro. Os gigantes bancários HSBC e Lloyds registraram uma alta idêntica de 1,7%.

Na Alemanha, o Commerzbank e o Deutsche Bank avançaram 2% e 1,5%, respectivamente. O fabricante de caminhões Man, por sua vez, subiu 1,5% após a divulgação de um relatório favorável da Fitch sobre o setor. O índice Dax 30 ganhou 0,59%, para 7.390,76 pontos. Fora do principal índice de Frankfurt, a Porsche saltou 7,2% após um tribunal alemão rejeitar ações de danos relacionadas à tentativa frustrada da empresa de assumir o controle da Volkswagen, em 2008. Os papéis da Volkswagen subiram 1,6%.

Entre as ações francesas, as da STMicroelectronics recuaram 1,9% depois de a empresa ser rebaixada pela S&P Equity Research de "manter" para "venda". No entanto, o principal índice de Paris, o CAC 40, avançou 0,54%, para 3.531,82 pontos, com o impulso da Total e da Sanofi.

Em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,51%, para 8.099,70 pontos. O índice FTSE MIB, de Milão, teve um ganho mais modesto, de 0,15%, encerrando o pregão aos 16.100,23 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 subiu 0,60%, para 5.333,59 pontos. As informações são da Dow Jones.

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