Bolsa abre em baixa de 0,06% e monitora crise do gás

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa de 0,06% hoje. Num dia de agenda doméstica esvaziada, o mercado deve seguir monitorando os desdobramentos da crise Brasil Bolívia, embora o impacto ontem nos negócios tenho sido praticamente nulo. As ações da Petrobras fecharam em alta, ajudando a Bovespa a bater o seu 20º recorde de pontuação no ano (41.016 pontos), na máxima de 1,62%. O mercado internacional, que opera sem vitalidade esta manhã, continua sendo a principal bússola dos investidores. O Ibovespa futuro ensaia uma realização de lucros na abertura. Há pouco, o GTS indicava baixa de 0,34%. Uma correção técnica nesta quarta-feira seria até natural, após o ganho da véspera, mas analistas acham que a Bolsa deve seguir em frente, rumo à próxima parada, 43 mil pontos. De maneira geral, o ambiente se mantém favorável para a renda variável. O risco Brasil atingiu esta manhã a mínima de 210 pontos base, o que favorece a boa liquidez do mercado de ações. Até o dia 27 de abril, a entrada de capital externo na Bolsa já atingia R$ 1,167 bilhão, considerando-se o ingresso de R$ 145 milhões na última quinta-feira, quando a Bolsa fechou em baixa de 1,63%. No último pregão do mês, dia 28, houve uma entrada de R$ 15 milhões, segundo fonte. Nos EUA as bolsas operam em direções opostas, na expectativa da divulgação de indicadores econômicos (ISM de serviços de abril e encomendas a indústria em março) e da fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, sobre "revitalização de comunidades" durante a Anacostia Economic Summit. Há pouco, o Nasdaq futuro registrava alta de 0,10% e o S&P 500 recuava 0,17%. Outro destaque da agenda externa é a divulgação dos dados de estoques de petróleo e derivados às 11h30, o que pode adicionar volatilidade ao preços do petróleo. Depois de ter atingido mais cedo o recorde de US$ 74,97 o barril, em Londres, o petróleo passou a ser negociado em baixa, próximo a estabilidade. A Bolsa pode reagir pontualmente aos balanços previstos para esta quarta-feira. Mais cedo, a Gerdau anunciou lucro líquido e a receita no primeiro trimestre acima do esperado. O lucro atingiu R$ 832,5 milhões, alta de 10,2% ante expectativa média de R$ 755 milhões. O faturamento líquido, de R$ 5,614 bilhões, superou a projeção em 6,08% (R$ 5,292 bilhões). Também é esperado para hoje o resultado trimestral da Cemig, cuja expectativa é de uma queda de 28% no lucro líquido ante mesmo período de 2005, para R$ 399 milhões. Submarino, Iochsp-Maxion e Aços Villares são outras companhias que divulgam balanço hoje.

Agencia Estado,

03 de maio de 2006 | 10h16

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