Bolsa abre semana em queda à espera do 2º turno das eleições

Investidores estão atentos ao noticiário político; dólar opera em alta

Agência Estado

20 de outubro de 2014 | 10h24

A última semana antes do segundo turno da eleição presidencial começa com o noticiário político no foco. A divulgação de três novas pesquisas tende a deixar os investidores na defensiva.

No penúltimo debate na TV neste segundo turno das eleições, os dois candidatos tentaram ser mais propositivos, abandonando os ataques pessoais e priorizando os planos de governo, mas sem deixar de falar do escândalo na Petrobrás. Às 10h13 (horário de Brasília), a Bovespa recuava 0,80%. Já o dólar apresenta alta de 0,70%, cotado a R$ 2,455.

Com um cenário indicando que a corrida presidencial vai ser definida no voto a voto, os investidores estão em busca de pistas nas pesquisas eleitorais para definir suas apostas, o que tende a deixar os agentes financeiros na defensiva. Para hoje, são esperados os levantamentos da MDA, encomendado pela CNT, e também do Datafolha e do Vox Populi, sem horário definido. Além disso, um novo Ibope está previsto para quinta-feira e, no dia seguinte, será realizado o debate da TV Globo.

Para um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, os números sobre as intenções de voto estão no foco, mas só devem mexer nos negócios locais se trouxerem alguma novidade. "Do contrário, o mercado fica em compasso de espera", acrescenta. Nem mesmo a pesquisa Sensus, divulgada na última sexta-feira, deve ter reflexos na sessão de hoje, como observado ao final da semana passada, quando acelerou os ganhos nas ações da Petrobrás. Até porque o levantamento mostrou que diminuiu a diferença de Aécio sobre Dilma, com 56,4% contra 43,6%, ao passo que a taxa de rejeição do tucano oscilou em alta, enquanto a da petista, em baixa.

No fim de semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tratou de dar um recado ao mercado, dizendo que "vai quebrar a cara" quem apostar na alta do dólar e na queda da Bovespa, como uma reação a uma eventual vitória de Dilma no domingo. Por ora, pode ser o momento para os players ajustarem suas posições, neste dia de exercer as opções sobre ações. O vencimento põe em destaque os papéis de Vale e Petrobrás, sendo que a estatal também é influenciado pelo fator eleitoral.

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