Bolsa acentua queda no início da tarde

Ações de empresas brasileiras recuaram na Bolsa de Nova York ontem, dia em que o mercado no Brasil não abriu; queda de hoje pode ser um ajuste

Economia & Negócios,

22 de abril de 2010 | 12h53

A revisão do déficit fiscal grego reavivou a preocupação com a situação fiscal de outros países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda), deixando os investidores novamente avessos ao risco. As bolsas no exterior operam no negativo e as commodities são pressionadas pelo avanço do dólar, minando as forças da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já abriu em baixa hoje e acentuou a queda no início da tarde.

 

Por volta das 13 horas, o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 1,6%, aos 68.208 pontos, queda mais acentuada do que a registrada nas bolsas norte-americanas.

 

A queda maior da Bovespa na abertura se deve a um ajuste de preços em relação aos ADRs ontem, feriado no Brasil, quando cederam em média 1% em Nova York. Além disso, analistas citam como um ruído a mais na abertura dos negócios hoje o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) citando o risco de superaquecimento da economia brasileira e a preocupação com a dívida pública. Segundo o FMI, a economia brasileira vai crescer 5,5% este ano e 4,1% em 2011.

Nos Estados Unidos, os indicadores divulgados hoje - pedidos semanais de auxílio-desemprego e índice de preços ao produtor (PPI) - vieram mais ou menos em linha com as estimativas. No horário, Dow Jones e NAsdaq recuavam 0,81%.

 

Na Bovespa, destaque para a estreia das ações da Julio Simões Logística. Depois de adiar o cronograma por duas vezes, a Julio Simões conseguiu fechar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na segunda-feira. A operação atingiu R$ 494,5 milhões, o equivalente a R$ 8,00 por ação, abaixo do piso da faixa indicativa, que já havia sido reduzido para R$ 8,50 a R$ 9,50.

 

(Com Sueli Campo, da  Agência Estado)

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