Bolsa acumula alta de 7,40% em nove pregões

Ações do setor de varejo e construção ajudaram a sustentar avanço de 0,22% do índice à vista

Rosangela Dolis, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 17h46

Com nova alta hoje, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fecha nove pregões consecutivos de valorização, aproximando-se dos 67 mil pontos e um ganho de 7,40% nesse período. No mês de julho a Bolsa acumula valorização de 9,88%. Como ontem, a Bolsa brasileira resistiu às quedas dos índices acionários em Nova York, onde os investidores mantiveram cautela na véspera da divulgação do PIB norte-americano do segundo trimestre e desanimaram diante de balanços corporativos divergentes, apesar de dados sobre pedidos de auxílio desemprego terem vindo melhores que o esperado.

O índice Bovespa (Ibovespa) subiu com as ações de empresas ligadas ao consumo, como Lojas Renner e Natura, e setor de construção, como Rossi, Cyrela e Gafisa. Vale PNA fechou com alta leve, mas durante o dia também deu fôlego ao Ibovespa. "Vale se beneficiou das expectativas positivas em relação ao balanço que a empresa divulga hoje após o fechamento do mercado, enquanto ações ligadas a consumo e construção sobem com a redução das expectativas de alta da Selic após divulgação da ata da reunião do Copom da semana passada", disse Fausto Gouveia, economista da Legan Asset Management. "Esses são setores que crescem com melhores condições no crédito", explicou.

O Ibovespa fechou com ganho de 0,22%, aos 66.953,83 pontos, oscilando da mínima de 66.596,03 pontos (-0,32%) à máxima de 67.428,20 pontos (+0,93%). Faltando apenas um dia para o fechamento do mês, o Ibovespa acumula valorização de 9,88% no período; no ano, a perda é de 2,38%. O volume de negócios hoje somou R$ 5,526 bilhões, dos quais, R$ 699,869 milhões movimentados pelo papel Vale PNA. Os dados são preliminares.

Vale PNA subiu 0,05%, para R$ 42,52, enquanto Vale ON caiu 0,92%, para R$ 48,40. A mineradora anunciou que fará uma oferta pública voluntária de ações (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias da Paranapanema. Isso influenciou as ações da Paranapanema, que não fazem parte do Ibovespa. Paranapanema ON subiu 7,41%, para R$ 6,23, perto do preço por ação ordinária a ser pago pela Vale, que é de R$ 6,30 e que corresponde a um prêmio de 22,4% sobre a média ponderada pelo volume dos preços de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias.

Natura e Lojas Renner estiveram entre as maiores altas do índice - Natura ON, na liderança do ranking, subiu 4,38%, enquanto Lojas Renner ON, na terceira posição, valorizou-se 3,79%. Também estiveram entre as maiores valorizações as ações Cyrela ON (+4,24%) e Rossi ON (+3,37%). Gafisa ON subiu 1,62%.

Já as ações da Petrobras caíram. Investidores continuam resistentes à estatal por causa das incertezas sobre a exploração de petróleo do pré-sal e do processo de capitalização. O papel ON cedeu 0,70%, para R$ 31,28, e o PN caiu 0,22%, para R$ 27,74.

Telemar deu continuidade às perdas registradas ontem. O papel ON liderou o ranking de baixas com queda de 8,07%; o PN recuou 4,90%; e Telemar PNA caiu 5,02%. Os investidores continuam reagindo negativamente ao aumento de capital que a empresa de telecomunicações terá de fazer, por causa da entrada da Portugal Telecom (PT) no capital da Oi.

Usiminas, que apresentou seu balanço do segundo trimestre logo cedo, terminou em queda de 3,42%, no papel ON, e de 2,04%, no PNA. A perda ocorreu depois de a ação PNA subir até 2,79% no dia, o que levou analistas a suporem que esse patamar mais alto é o novo nível de resistência das ações da siderúrgica. Santander também divulgou balanço logo cedo - sua unit registrou queda de 0,61%.

O Dow Jones recuou 0,29%, para 10.467,16 pontos; o Nasdaq fechou em baixa de 0,57%, aos 2.251,69 pontos; e o S&P500 cedeu 0,42%, para 1,101,53 pontos. Os dados são preliminares.

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