Arte/Estadão
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Bolsa atinge o pico do ano, mas ainda pode subir

Para analistas, cenário econômico pode ajudar índice Bovespa a ter mais ganhos no segundo semestre; concessões e varejo são apostas

Malena Oliveira, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2016 | 03h00

Principal índice de ações do mercado brasileiro, o Ibovespa ultrapassou os 55 mil pontos na semana passada e atingiu o maior patamar do ano com o otimismo no mercado externo e as perspectivas do início da retomada da economia brasileira a partir do segundo semestre. Porém, ainda há espaço para ganhos, avaliam analistas e gestores de recursos.

“Os índices de confiança começaram a melhorar e o mercado financeiro já está antecipando a melhora da atividade econômica”, diz Roberto Indech, analista da corretora Rico. O que está na mira dos gestores no momento são as medidas de ajuste fiscal a serem tomadas pelo governo, determinantes para impulsionar ou esfriar os negócios na Bolsa.

“A nossa visão é positiva para o Brasil”, diz o gestor da Rio Bravo Investimentos, Eduardo Levy. Ele destaca, porém, que o momento atual é de volatilidade e que espera essa melhora em um período de até dois anos, com a queda dos juros e da inflação. Ao investidor arrojado, ele recomenda ampliar o porcentual de recursos aplicados na Bolsa. Para quem tem perfil moderado, a aposta recomendada é em fundos de renda fixa ou multimercados que tragam ganhos acima do CDI - taxa de baliza os investimentos no mercado de renda fixa no Brasil.

Papéis de empresas relacionadas a consumo e varejo são vistos como oportunidade de negócio no segundo semestre. Os efeitos da queda da renda e do crédito escasso, contudo, podem adiar esse movimento.

Para o estrategista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, a retomada das varejistas na Bolsa só virá em um segundo momento. Ele acrescenta que aposta em companhias do setor elétrico e também naquelas ligadas às concessões de infraestrutura.

Roberto Indech, da corretora Rico, acrescenta que a busca deve ser pelas empresas com administração mais equilibrada. “Ações de empresas que possuem gestão sólida e apresentam bons resultados operacionais podem também ser um bom negócio.”

Nos últimos cinco anos, cinco dos dez papéis que mais subiram em relação ao Ibovespa são de empresas de consumo e varejo: RaiaDrogasil - cuja fusão trouxe bons ganhos aos investidores -, Ambev, Lojas Renner, Lojas Americanas e Sabesp. A lista ainda tem Equatorial Energia, Cielo, Estácio, Weg e BM&FBovespa. Os dados são provedora de informações financeiras Economatica.

Diretora comercial da Planner Corretora, Priscila Fracari Vargas destaca que o desempenho de um ativo em determinado período não significa resultados semelhantes no futuro. Para ela, antes de tomar uma decisão de investimento, é preciso entender o cenário econômico e se preocupar mais com o próprio planejamento financeiro do que com o movimento desse ativo. “Há oportunidades e armadilhas em todos os mercados”, afirma.

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