Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Bolsa bate novo recorde de alta no ano puxada por ações da Petrobrás

Flexibilização das regras do pré-sal fez papéis da estatal subirem na casa dos 4%; dólar também teve leve alta e fechou a R$ 3,22

Paula Dias, Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 18h43

A Bovespa encontrou fôlego para avançar um pouco mais no significativo patamar dos 60 mil pontos, cravando um novo pico no ano. O Índice Bovespa chegou a ceder a uma leve realização de lucros pela manhã, mas retomou a trajetória de alta ainda no início da tarde, para fechar com ganho de 0,65%, aos 60.644,24 pontos. Com as bolsas americanas rondando a estabilidade na maior parte do tempo, o noticiário doméstico positivo voltou a incentivar ordens de compra. 

As ações da Petrobrás foram as estrelas do pregão, com ganhos de 4,35% (ON) e 3,57% (PN) e participação de cerca de 20% no volume de negócios da Bolsa (R$ 6,9 bilhões). Os papéis, que já haviam se destacado na véspera, foram influenciados em parte pela nova alta dos preços do petróleo, mas principalmente pela aprovação na Câmara do texto do projeto de lei que retira da Petrobrás a obrigação de participar de todas as concorrências dos campos do pré-sal.

A perspectiva de aprovação, sem grandes obstáculos, da PEC do teto de gastos e as avaliações positivas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a economia impulsionaram os negócios na Bolsa e contiveram a alta do dólar frente ao real.

A moeda encerrou a sessão em alta de 0,12%, aos R$ 3,2233, não muito distante da mínima, de R$ 3,2206 (+0,04%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,051 bilhão. 

Lá fora, por outro lado, os avanços da divisa norte-americana foram justificados pela tensão que precede a divulgação do "payroll", relatório de empregos dos Estados Unidos, previsto para a manhã desta sexta-feira, 7. Seus possíveis efeitos na política monetária do país deixam investidores apreensivos.

Mercado de ações. As ações de outras estatais além da Petrobrás também foram beneficiadas pela melhora da percepção sobre o País. Banco do Brasil ON, por exemplo, subiu 3,13%.

As bolsas americanas se arrastaram durante todo o dia, com os investidores à espera da divulgação do Payroll nos Estados Unidos. 

No Brasil, houve pouca influência. As ações da Vale se ressentiram da falta de referência internacional devido ao feriado na China e tiveram quedas de 0,34% (ON) e 0,51% (PNA).

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