Bolsa bate o 21º recorde do ano

O Ibovespa bateu o 21º recorde de pontuação do ano, em 41.417, em alta de 1,08%, puxado pelo baixo número de empregos criados nos Estados Unidos em abril, 138 mil, ante uma expectativa de 205 mil. Com isso, acredita-se que o Federal Reserve não terá espaço para elevar muito o juro básico americano. O bom desempenho da indústria brasileira em março também ajudou. O dólar caiu de novo, os juros futuros projetaram alta e o risco País subiu 0,47%, para 216 pontos. O movimento financeiro na Bolsa paulista continuou muito bom, chegando a R$ 3,198 bilhões. A queda dos juros pagos pelos títulos do Tesouro americano e o bom desempenho em Wall Street foram muito bem recebidos - o Dow Jones subiu 1,21%, a Nasdaq 0,80% e o S&P 500, 1,04%. O petróleo futuro subiu, à tarde, beneficiando as ações da Petrobrás. O papel PN subiu 2,11%, e o ON, 4,09%. Os investidores estrangeiros continuam comprando na Bovespa. As maiores altas foram de Aracruz PNB (6,78%), VCP PN (4,79%) e Perdigão ON (4,74%). A maior queda foi de Vivo PN (7,04%). O dólar voltou a cair, mesmo com o Banco Central comprando bastante em mercado - ele teria adquirido mais de US$ 500 milhões, segundo operadores. O comercial fechou na menor cotação desde 8 de março de 2001, a R$ 2,055, na roda da BM&F, em queda de 0,72%, e com recuo de 0,77% no balcão. Já o paralelo subiu 0,89%, para R$ 2,273. Predomina o consenso de que a tendência do câmbio continua sendo de baixa. "O fluxo cambial esta semana foi muito forte e tende a continuar favorável. E ainda que o BC permaneça agressivo nas compras, a continuidade do movimento externo de queda do dólar pode voltar a influenciar o comportamento do comercial", comentou um operador.

Agencia Estado,

06 de maio de 2006 | 08h30

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.