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Bolsa cai 1,77% e tem pior nível desde 20/5/2010

Bovespa segue sinal vermelho das bolsas norte-americanas e europeias

Claudia Violante, da Agência Estado,

27 de julho de 2011 | 18h46

SÃO PAULO - O mercado acionário doméstico continua se ressentindo do impasse nos EUA entre governo e oposição para um acordo sobre o teto do endividamento do país. A Bolsa brasileira seguiu o sinal vermelho das bolsas norte-americanas e europeias e engatou seu terceiro pregão consecutivo em baixa, perdendo novamente o nível de 59 mil pontos e registrando o pior patamar de 2011. As ações da BM&FBovespa foram um dos principais destaques negativos, reagindo às medidas voltadas ao câmbio e derivativos anunciadas hoje pelo governo brasileiro.

O índice Bovespa terminou o dia em baixa de 1,77%, aos 58.288,46 pontos, menor nível desde 20 de maio do ano passado (58.192,08 pontos). Na máxima, registrou 59.336 pontos (-0,01%) e, na mínima, os 58.169 pontos (-1,97%). Nestes três dias no vermelho, perdeu 3,29% elevando as perdas acumuladas em julho a 6,59%. Em 2011 até hoje, a Bolsa já recuou 15,89%. O giro financeiro totalizou R$ 6,5 bilhões. Os dados são preliminares.

O mercado continuou reagindo em baixa à indefinição nos EUA e, nesse ínterim, repercutiu negativamente indicadores fracos, o novo rebaixamento da Grécia e declarações do ministro das Finanças alemão. A agência de classificação de risco S&P cortou o rating de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da Grécia para CC, de CCC. Se isso já está no preço, a afirmação do ministro alemão, Wolfgang Schaeuble, de que é um erro pensar que a crise das dívidas na região foi resolvida após a cúpula de líderes europeus, acabou pesando sobre as ações. As bolsas europeias caíram, ainda de olho do outro lado do Atlântico.

Em Wall Street, o Dow Jones recuou 1,59%, aos 12.302,86 pontos, o S&P-500 caiu 2,03%, aos 1.304,93 pontos, e o Nasdaq terminou com desvalorização de 2,65%, aos 2.764,79 pontos. Não agradou hoje o dado de encomendas à indústria (-2,1% em junho ante previsão de alta de 0,4%).

No Brasil, o destaque do dia foi o anúncio de novas medidas para tentar conter a apreciação do real. O governo divulgou decreto que penaliza - com juros moratórios e multa - o contribuinte que tomar o empréstimo externo com tempo médio superior a 720 dias e que antecipar a sua liquidação antes do prazo final. Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) recebeu autorização para estabelecer condições específicas para negociação de contrato de derivativos.

As medidas impactaram as ações ON da BM&FBovespa, que terminaram com perda de 5,45%. Para a Bolsa, de modo geral, os especialistas avaliam que o efeito é limitado.

As blue chips tiveram desempenho um pouco melhor: Petrobras ON recuou 0,11% e Petrobras PN caiu 0,13%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para setembro recuou 2,20%, a US$ 97,40 o barril. Vale PN perdeu 0,76% e Vale PNA desvalorizou 0,67%.

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