Bolsa cai 3,4% após vantagem de Dilma em pesquisa eleitoral

Cenário político voltou a influenciar o mercado financeiro e a bolsa encerrou no menor nível desde 5 de junho; dólar fechou em alta de 0,45%, a R$ 2,474

Clarissa Mangueira, Agência Estado

21 de outubro de 2014 | 11h12

Nem mesmo o forte desempenho das bolsas internacionais foi capaz de aliviar o mau humor na Bovespa após pesquisas eleitorais indicarem vantagem da presidente Dilma Rousseff para o segundo turno das eleições. O Ibovespa fechou em queda pela segunda sessão consecutiva, no menor nível desde o dia 5 de junho, conduzido pelas perdas das ações das empresas estatais e de bancos. 

No fim do dia, o Ibovespa recuou 3,44%, aos 52.432,43 pontos. O volume de negócios somou R$ 11,980 bilhões. Na máxima do dia, a Bolsa atingiu 54.300 pontos (estável) e na mínima, 51.922 pontos (-4,38%). No ano, a Bovespa acumula alta de 1,80% e no mês de outubro, queda de 3,11%. O dólar também reagiu ao cenário político e fechou em alta de 0,45%, a R$ 2,474.

A sondagem Datafolha mostrou Dilma com 52% dos votos válidos, de 49% no levantamento anterior, enquanto Aécio caiu para 48%, de 51%. Em votos totais, Dilma subiu de 43% para 46% e Aécio oscilou de 45% para 43%. Além disso, a taxa de rejeição a Aécio oscilou para cima, de 38% para 40%, enquanto os que afirmaram que não votaram em Dilma de jeito nenhum passaram de 42% para 39%. Já na Vox Populi, Dilma aparece com 52% dos votos válidos, de 45% anteriormente, e Aécio com 48%, de 44% antes. 

Os resultados das sondagens pressionaram as ações das empresas estatais e do setor financeiro. Petrobrás ON e Petrobrás PN recuaram 5,43% e 6,92%, respectivamente. A agência de classificação de risco Moody's anunciou após o fechamento dos negócios o rebaixamento das ações da produtora de petróleo para Baa2.

Eletrobrás ON (-7,09%) e Eletrobrás PNB (-7,88%). Bradesco ON (-5,07%), Banco do Brasil (-6,77%) e Itaú Unibanco (-5,02%).

Entre os destaques positivos da sessão estavam os papéis de empresas exportadoras. Embraer subiu 2,09% e Fibria avançou 2,99%.

As ações da Vale também avançaram: +1,56% (ON) e +1,05% (PNA). Dados da China também ajudaram a dar suporte para os papéis. A economia chinesa cresceu 7,3% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado. O resultado marcou a menor taxa de expansão do país desde o primeiro trimestre de 2009 e também mostrou desaceleração ante o segundo trimestre, quando a economia avançou a um ritmo anual de 7,5%. Apesar disso, o esfriamento foi menos intenso que o esperado pelos analistas, já que prevalecia a expectativa de avanço de 7,2%. 

Os dados chineses, somados a balanços corporativos e à notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá comprar títulos emitidos por empresas, estimularam o apetite por riscos nos mercados acionários internacionais. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,33%, S&P 500 (+2,02%) e o Nasdaq (+2,38%).

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.