Bolsa cai, com engano sobre classificação de risco

A Bovespa perdeu o fôlego registrado pela manhã e passou a operar no terreno negativo. Às 15h27, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, atingiu a pontuação mínima do dia até então, em queda de 0,70%, aos 37.413, com a ação preferencial (PN) da Petrobras (-2,41%) entre as principais quedas. Segundo operadores, o mercado realiza lucros acumulados nos últimos dois pregões e nesta manhã, quando subiu impulsionado por rumores de que a Fitch elevaria a nota do Brasil. Na verdade, a agência de classificação de risco elevou o teto do rating para "BB+", mas a classificação soberana continua em "BB". A virada das bolsas norte-americanas para o campo negativo também colabora para a queda da Bolsa paulista. Diante da notícia frustrada sobre o rating, os bancos reduziram a alta da manhã e agora operam próximos da estabilidade. Petrobras acentuou a queda, acompanhando o recuo de 2,5% do preço do petróleo no mercado internacional. Vivo PN (-2,40%) devolve ganhos, após uma seqüência de pregões em forte alta. O papel ordinário (ON) da Telemar lidera os ganhos do Ibovespa, repercutindo a notícia de que a empresa desistiu de fazer uma oferta de ações, mas manteve os planos de reestruturação societária. Com isso, uma das preocupações do mercado é eliminada: o preço muito alto de compra dos papéis ON estipulado para a oferta. Além disso, a operação era condicionante para o restante da reestruturação.

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