Hugo Arce/Fotos Públicas
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Bolsa cai com postura defensiva de investidores antes de reunião do Fed

Recuperação do preço do petróleo no exterior e reação das ações da Petrobrás não foi suficiente para trazer o Ibovespa para o azul; crise política também segue no radar

Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2015 | 12h48

Texto atualizado às 16h

SÃO PAULO - Os mercados de ações esboçam melhora no pregão desta segunda-feira, 14, na medida em que os preços do petróleo se firmaram no azul e estão renovando máximas e devolvendo parte das perdas recentes, mas ainda muito abaixo dos níveis considerados desejáveis. Mesmo assim, o Ibovespa segue em queda, pressionado por papéis do setor financeiro e diante de uma postura defensiva antes da reunião do Federal Reserve nos Estados Unidos.

A inversão dos preços do petróleo favorecem as ações da Petrobrás. Por volta das 15h30, os papéis ordinários operavam no azul (+0,45%) e as ações preferenciais desaceleravam a baixa, que superava 1% mais cedo, para 0,5%. O barril de petróleo do tipo WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 35 nesta manhã, o menor nível desde fevereiro de 2009, após a indicação de que o Irã não pretende cancelar planos para aumentar a produção da commodity.

O Ibovespa mantinha perdas em torno de 1%, mais precisamente de 0,94%, aos 44.833,64 pontos, com o setor financeiro exercendo forte pressão negativa sobre o índice. Os papéis do Itaú Unibanco e Bradesco caíam mais de 2% e BB ON perdia 3,73%.

Por outro lado, os papéis da Vale amenizam as perdas da Bovespa ao subirem 1,80% (ON) e 2,50% (PNA). As ações da mineradora são favorecidas por dados da produção industrial da China, que subiu 6,2% em novembro ante igual mês do ano passado e veio melhor do que o esperado pelo mercado. O preço do minério de ferro também demonstrou recuperação na comparação com o ano passado, com alta de 1,4%, para US$ 37,5 a tonelada, segundo dados do The Steel Index. 

Como a segunda-feira é de agenda esvaziada, as atenções estão sobre os eventos dos próximos dias. No front econômico, o destaque é a reunião do Federal Reserve, na quarta-feira, que deve reabrir o ciclo de aperto monetário. Mas os economistas apostam em um processo gradual ao longo de 2016. No Brasil, o foco também é a quarta-feira, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deve definir qual será o rito do processo do pedido de impeachment da presidente Dilma. 

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