Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa vira no início da tarde e passa a registrar leve alta

Recuperação se deve à percepção de que a crise com a ameaça nuclear da Coreia do Norte perdeu força

Karla Spotorno e Luciana Antonello Xavier, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2017 | 12h24

A Bovespa acelerou os ganhos a partir das 13h40, em linha com a maior valorização dos principais índices acionários em Nova York. Na máxima, chegou aos 71.182 pontos, em alta de 0,23%, às 14h13. A crise global com a ameaça nuclear da Coreia do Norte perdeu força nas últimas duas horas após analistas apontarem que, enquanto as autoridades internacionais estiverem apenas na retórica, há espaço para algum apetite por risco.

Nesse horário, o dólar seguia em alta em relação ao real. O fortalecimento ante a moeda brasileira está em linha com a relação da divisa americana com moedas de países desenvolvidos, sobretudo o iene japonês que é considerado "porto seguro" em momentos de estresse.

Ainda em decorrência do cenário internacional e da aversão ao risco no exterior, as ações da Petrobrás operam no terreno negativo. Às 14h35, Petrobrás ON cedia 0,90%, enquanto a ação PN tinha queda de 0,72%.

Outra ação da Bolsa impactada pelas notícias externas é a da Vale, que sofre ainda com o declínio do preço do minério de ferro. No mesmo horário, Vale ON tinha alta de 0,70%, enquanto a ação preferencial avançava 0,52%.

Na cena doméstica, um destaque é a programação das votações divulgada pelo presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP-MA). Ele afirmou que a previsão é colocar nesta terça-feira para votação os três destaques da Medida Provisória (MP) 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP).

"Hoje será uma maratona. Em primeiro lugar, votação dos vetos. Logo após a CMO (Comissão Mista de Orçamento, que debate a mudança das metas fiscais de 2017 e 2018), nós colocaremos a TLP e depois haverá nova sessão do Congresso", afirmou Fufuca.

Há pouco, o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, Arthur Maia, afirmou que "não dá para avançar com a reforma previdenciária enquanto pauta for denúncia". Ele afirmou que a ideia de mexer no tempo de contribuição foi levada ao Ministério da Fazenda, mas não há acordo. "Não vou colocar nada no texto da Previdência se não for negociado com todo mundo", disse Maia.

Às 14h23, o Ibovespa subia 0,19% aos 71.152 pontos. Dow Jones subia 0,09%. Nasdaq, +0,25%. O dólar à vista avançava 0,20% aos R$ 3,1709. Os juros futuros seguiam com viés de queda nos contratos mais curtos e viés de alta nos mais longos. O DI para janeiro de 2019 exibia 7,81% ante 7,83% do ajuste de ontem. O vencimento para janeiro de 2021 exibia 9,32% ante 9,30% no ajuste desta segunda-feira, 28.

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