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Bolsa cai mais de 1% após alta em tributação de bancos

Ibovespa caiu 1,33%, aos 54.377,29 pontos, conduzido pela queda dos papéis de bancos, depois da publicação pelo governo de uma MP que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% para o setor

CLARISSA MANGUEIRA, Estadão Conteúdo

22 Maio 2015 | 18h13

A Bovespa recuou mais de 1% na sessão desta sexta-feira, 22, conduzida pelo declínio acentuado dos papéis de bancos, após a publicação pelo governo de uma Medida Provisória que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o setor. A notícia acentuou a postura cautelosa dos investidores com o cenário doméstico, antes da divulgação do contingenciamento do orçamento de 2015, e outras ações de peso do índice, como as da Petrobrás e siderúrgicas, também recuaram.

A Bolsa não reagiu diretamente ao anúncio do corte previsto para o Orçamento de 2015. O governo federal contingenciou R$ 69,946 bilhões em despesas discricionárias do Orçamento da União de 2015. Este é o maior corte promovido nos governos Lula e Dilma.

No fechamento, a Bovespa caiu 1,33%, aos 54.377,29 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,766 bilhões. Em maio, o Ibovespa tem queda acumulada de 3,29% e, no ano, alta de 8,74%.

O Ibovespa abriu a sessão em alta, mas perdeu fôlego logo em seguida e passou a cair, renovando mínimas, pressionado pelos papéis de bancos e da Petrobrás. As ações do setor financeiro foram impactadas pela publicação de uma Medida Provisória no Diário Oficial, elevando a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 15% para 20% para as instituições financeiras.

Ao longo da tarde, a Bovespa acelerou as perdas e renovou mínimas na sessão, sem que os profissionais do mercado conseguissem encontrar explicação para a piora. Vale destacar, porém, que a aceleração das perdas ocorreu enquanto os agentes aguardavam o anúncio do contingenciamento e monitoravam um discurso da presidente do Federal Reserve, Jane Yellen, nos EUA. Ela afirmou que a autoridade monetária segue no caminho para elevar as taxas de juros ainda neste ano, mas que, quando isso ocorrer, será feito de forma gradual e cautelosa, uma vez que o mercado de trabalho não se recuperou totalmente, a inflação continua baixa e o crescimento econômico tem desapontado.

De volta o mercado corporativo doméstico, Itaú Unibanco PN (-2,11%), Bradesco PN (-2,12%), Bradesco ON (-3,26%), Banco do Brasil ON (-3,43%) e Santander Unit (-1,02%).

Petrobrás ON (-2,22%) e PN (-2,75). No setor siderúrgico, CSN -1,37%, Usiminas -1,85%, Gerdau -2,02%, Gerdau Metalúrgica -3,31%.

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