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Bolsa cai pelo 5ª dia seguido e recua ao nível dos 48 mil pontos

Investidores estrangeiros se desfizeram, principalmente, de papéis da Petrobrás e de bancos privados, pressionando o Ibovespa 

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 17h49

SÃO PAULO - A Bovespa registrou sua quinta sessão seguida de queda, influenciada pelas perdas das bolsas dos EUA e conduzida pela forte atuação de investidores estrangeiros na venda, principalmente de papéis da Petrobras e bancos privados.

No fim do pregão, o Ibovespa terminou com baixa de 1,80%, aos 48.293,40 pontos. Na máxima, a Bovespa atingiu 49.177 pontos (-0,01%) e na mínima, 48.293 pontos (-1,81%). O giro de negócios totalizou R$ 7,870 bilhões, segundo dados preliminares. No mês de março, o Ibovespa acumula queda de 6,38% e no ano, baixa de 3,43%.

A Bovespa abriu o pregão em queda, abaixo do patamar dos 49 mil pontos, acompanhando o recuo das bolsas de Nova York. O aumento da percepção de que o Federal Reserve (Fed) está próximo de elevar os juros dos Fed Funds, provavelmente em junho, pressionou as bolsas americanas.  

Essa hipótese foi reforçada hoje pela pesquisa JOLTS, que é acompanhada pelo Fed. O levantamento mostrou a criação de 4,998 milhões de postos de trabalho nos EUA em janeiro, acima das 4,877 milhões de vagas abertas em dezembro. Também foi informado hoje que índice de otimismo das pequenas empresas dos EUA subiu a 98,0 em fevereiro, como esperado. O Fed realizará sua reunião de política fiscal na semana que vem (dias 17 e 18).

Em Wall Street, os índices fecharam na mínima. O índice Dow Jones registrou queda de 1,85%, aos 17.662,94 pontos. S&P 500 caiu 1,70%, aos 2.044,18 pontos. O Nasdaq recuou 1,67%, aos 4.859,80 pontos. 

No setor corporativo brasileiro, as ações da Petrobras fecharam em queda de 5,35% (ON) e 4,04% (PN). Profissionais do mercado disseram que as ações da companhia foram afetadas pelo noticiário negativo relativo à Operação Lava Jato e pela queda dos preços do petróleo, com venda de estrangeiros. 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa esta terça-feira, em meio a expectativas de que os estoques nos Estados Unidos tenham atingido novo recorde na semana passada. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para abril fecharam a US$ 48,29 por barril, recuo de 3,42%. Já na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para abril fecharam a US$ 56,39 por barril, queda de 3,66%. 

No noticiário envolvendo a companhia, o destaque foi o depoimento do ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da companhia Pedro Barusco à CPI realizada na Câmara. Ele afirmou que a cobrança de propinas entre 1997 e 1998 eram ações isoladas dele e que só a partir de 2004 o esquema passou a ser institucionalizado com a participação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. 

Barusco reiterou que participava do acordo para cobrança de propina, onde ele e o ex-diretor Renato Duque recebiam 0,5% dos valores, mas que ele não sabe quanto desses valores cabia a Vaccari. Barusco contou que chegou a receber dinheiro em espécie de algumas empreiteiras, entre elas a Galvão Engenharia e a UTC.

Pressionado a falar sobre as indicações políticas na companhia, Barusco disse que Duque nunca comentou quem era seu padrinho político na estatal. A oposição vem insistindo para que Barusco revele quem comandou o esquema de propina na Petrobras e quando a corrupção se institucionalizou na estatal. "O esquema foi se implantando lentamente", disse.

As implicações das investigações da operação Lava Jato sobre os desvios na companhia afetaram as ações dos bancos privados que possuem exposição às empresas envolvidas no esquema de corrupção na estatal. Bradesco PN, -3,33%, Bradesco ON, -2,11%, e Itaú Unibanco PN (-3,93%).

As ações da Vale também recuaram: a ON, 2,25%, e a PNA, 2,81%. 

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