Bolsa começa a cair após declarações de Dilma sobre Lava Jato

Presidente afirmou que 'a Petrobrás não praticou malfeitos'; crise econômica na Grécia também interfere no pregão desta sexta-feira

Renata Pedini, Agência Estado

20 Fevereiro 2015 | 11h12

Atualizado às 13h30

A Bovespa iniciou o dia em alta moderada, mas em menos de 15 minutos de pregão virou para o negativo, em meio à apreensão dos investidores antes de uma definição em relação à ajuda financeira para a Grécia na Europa. Colabora também para a tendência de queda declarações da presidente Dilma Roussef. Sobre a Operação Lava Jato, ela disse que 'a Petrobrás não praticou malfeitos'.

Na mínima, o Ibovespa operou aos 50.807 pontos, em queda de 0,95% às 11h34.

Por volta de 13h30, a Bolsa recuava 0,41%, aos 51.111 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial estava em alta de 0,49%, cotado a R$ 2,87. Mais cedo, na máxima, a moeda norte-americana estava em alta de 0,70%, cotada a R$ 2,88.

A fala de Dilma reforça a percepção do mercado de que o governo se recusa a reconhecer falhas na gestão da estatal. Após a fala de Dilma, as ações da Petrobrás caíram mais de 1%. Por volta de 13h30, as ações ordinárias da estatal estavam em queda de 0,52% e as preferenciais em baixa de 0,72%.

Dilma falou em cerimônia de entrega de Cartas Credenciais dos Embaixadores Estrangeiros no Palácio do Planalto. De acordo com ela, não há "engavetador da República". 

"Há investigação como nunca antes", afirmou. A presidente afirmou também que o País só comporta 4,5% de correção na tabela do Imposto de Renda. "Acima disso não dá", disse. "Não estamos vetando reajuste maior no IR porque queremos. Não cabe no Orçamento", completou. Na agenda de Dilma, hoje, o próximo evento é uma reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. 

Ainda em relação à estatal petrolífera, a primeira audiência do caso da ação coletiva aberta por investidores contra a Petrobrás nos Estados Unidos ocorre a partir das 17 horas, em que deve ser definido o líder da ação, que representará os investidores.

Retomando o caso da dívida grega, as reuniões dos ministros da zona do euro serão realizadas na tarde desta sexta-feira (horário de Brasília).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.