Bolsa da China cai 4,9%, a maior perda desde junho

A Bolsa de Xangai (China) registrou sua maior baixa hoje desde junho de 2006, com forte queda das ações de grandes empresas. O mercado demonstra preocupação com a acentuada alta dos papéis nas últimas sessões. O índice Xangai Composto perdeu 4,9%, sua maior queda desde 7 de junho, e o Shenzhen Composto caiu 5,8%. As empresas com maior presença na bolsa lideraram a baixa. China United Telecommunications teve desvalorização de 9,3%, China Petroleum & Chemical baixou 8,8% e China Vanke desabou 9,4%. De acordo com Hao Guomet, analista da Huatai Securities, os operadores foram levados a vender ações, mesmo as de primeira linha (como os bancos), ao perceber que elas estavam supervalorizadas e que o Shanghai Composto não conseguiu romper a marca psicológica dos 3 mil pontos. China Minsheng Bank teve queda de 9,3%, apesar de ter divulgado que seu lucro líquido aumentou 40% em 2006. A venda de dólares por parte dos exportadores, num movimento típico de final de mês, derrubou a cotação da moeda norte-americana em relação ao yuan, apesar de o banco central chinês ter fixado a paridade central num valor mais alto do que o esperado pelo mercado. No sistema automático de preços, às 5h30 (hora de Brasília), o dólar recuava para 7,7730 yuans, de 7,7742 yuans no fechamento de ontem. A paridade central foi fixada em 7,7776 yuans por dólar, superando a expectativa do mercado, que era de até 7,7750 yuans por dólar. As informações são da Dow Jones.

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