FRED DUFOUR|AFP
FRED DUFOUR|AFP

Bolsa da China despenca 7,3% e fecha mais cedo pela 2ª vez na semana 

Negócios foram interrompidos cerca de 30 minutos após a abertura, no pregão mais curto em 25 anos; pessimismo se espalhou rapidamente nos mercados após o BC chinês intervir no câmbio

O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2016 | 07h57

Texto atualizado às 10h25

XANGAI - Um novo tombo no mercado acionário da China e o enfraquecimento do yuan levaram as bolsas da Ásia e do Pacífico a registrar fortes perdas nos negócios desta quinta-feira, em meio a preocupações com a saúde da economia chinesa e com a capacidade das autoridades em Pequim de lidar com a recente turbulência.

O sentimento negativo se intensificou após a principal bolsa chinesa, a de Xangai, voltar a despencar, disparando um novo sistema de circuit breaker - que estreou na segunda-feira - pela segunda vez esta semana. O pregão de hoje durou cerca de 30 minutos e foi o mais curto na história de 25 anos do mercado chinês. Após os ajustes finais, o índice Xangai composto encerrou o dia com queda de 7,05%, a 3.125,00 pontos. Normalmente, os negócios com ações em Xangai se encerram por volta das 5h (de Brasília).

Nos primeiros quatro dias do ano, o Xangai acumulou desvalorização de 11,7%. Isso significa que o índice se encaminha para registrar a maior perda semanal desde a semana encerrada em 21 de agosto.

Em Shenzhen, que é um mercado chinês menos abrangente, o índice local teve perda ainda mais expressiva hoje, de 8,24%, a 1.958,09 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 3,09%, a 20.333,34 pontos, enquanto em Seul, o índice sul-coreano Kospi cedeu 1,10%, a 1.904,33 pontos, e em Taiwan, o Taiex mostrou baixa de 1,73%, a 7.852,06 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana também foi afetada pelos temores com a China. Em sua maior queda desde 29 de setembro, o S&P/ASX 200, que reúne as empresas mais negociadas em Sydney, caiu 2,2%, terminando o pregão a 5.010,30 pontos. Na semana, o índice australiano acumula perdas de 5,4%, no que poderá se tornar seu pior desempenho semanal desde maio de 2012.

O mau humor na Ásia e no Pacífico foi atribuído a sinais de que o PBoC (o banco central chinês) está disposto a permitir que a moeda chinesa, o yuan, continue se enfraquecendo. Hoje, o PBoC reduziu sua taxa de paridade para o yuan ante o dólar em 0,5%, no maior ajuste desde agosto.

Apesar de o PBoC ter divulgado comunicado numa tentativa de acalmar os investidores, preocupações sobre como Pequim vai lidar com a recente volatilidade acabaram intensificando as ordens de vendas de ações.

O PBoC enfatizou a necessidade de manter o yuan estável e culpou especuladores pelo que classificou de "flutuações anormais" da divisa chinesa.

O clima na China também é de nervosismo antes do vencimento de medidas emergenciais adotadas durante o período anterior de turbulência, em meados do ano passado.

Após o fechamento dos mercados chineses, o regulador de valores mobiliários do país afirmou que não permitirá que grandes acionistas vendam fatias maiores que 1% em companhias listadas no mercado secundário ao longo dos três próximos meses. (Dow Jones Newswires)

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