Bolsa da Grécia cai 3,2% depois de vitória de partido de esquerda

Queda mostra receio dos investidores com o novo governo; ações do setor bancário recuaram mais de 10%

Francine De Lorenzo, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 16h44

A Bolsa da Grécia fechou em baixa de 3,20% nesta segunda-feira, 26, com os investidores demonstrando algum receio depois de o líder antiausteridade Alexis Tsipras, da Coalizão de Esquerda Radical (Syriza), se eleger como novo primeiro-ministro. As ações do setor bancário recuaram mais de 10% que o Syriza anunciou a formação de um governo de coalizão com os direitistas do partido Gregos Independentes. 

As bolsas dos demais países europeus, contudo, ganharam fôlego no fim do pregão e fecharam com altas que chegaram a superar 1%. A insegurança causada pela vitória do partido de esquerda Syriza nas eleições na Grécia foi aos poucos se dissipando, deixando transparecer o otimismo com o programa de estímulo econômico de mais de 1 trilhão de euros anunciado na semana passada pelo Banco Central Europeu (BCE). O mercado avalia que o programa deixa a zona do euro menos vulnerável a intempéries. 

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 1,40%, para 10.798,33 pontos, se aproximando de sua máxima histórica. O CAC-40, da Bolsa de Paris, avançou 0,74%, para 4.675,13 pontos, enquanto o Ibex-35, da Bolsa de Madri, teve elevação de 1,08%, aos 10.696,10 pontos. Em Milão, o FTSE-MIB fechou na máxima do dia, aos 20.756,72 pontos, com alta de 1,15%, e em Lisboa, o PSI-20 ganhou 1,12%, aos 5.360,03 pontos. 

A melhora na confiança das empresas alemãs em janeiro também ajudou a impulsionar os mercados acionários europeus. O índice de sentimento das empresas da Alemanha, apurado pelo instituto Ifo, subiu para 106,7 em janeiro, de 105,5 em dezembro.

Analistas dizem que o mercado tinha a expectativa de que o Syriza se ligasse aos centristas do partido To Potami, que apresentam uma postura mais moderada em relação à ajuda financeira recebida pela Grécia. O recém-empossado primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirma que não irá romper com os credores, mas buscará renegociar as dívidas do país. 

Na Rússia, o dia também foi de perdas, com o índice Micex baixando 1,76%, para 1.642,37 pontos, diante dos rumores de que a agência de classificação de risco Standard & Poor's iria rebaixar o rating do país. 

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