Bolsa de Londres sobe com mineradoras; Frankfurt cai

As bolsas européias operam de lado, com Londres em alta, enquanto Frankfurt e Paris registram quedas modestas. A aceleração do petróleo chama a atenção dos investidores. As ações do setor de mineração alimenta a alta em Londres, enquanto os demais mercados são pressionados pelo setor de automóveis e pelo setor de energia elétrica. Às 9h52 (de Brasília), o índice FT-100, de Londres, operava em alta de 0,17%; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, recuava 0,04%; e o CAC-40, de Paris, cedia 0,20%. Em Londres, o mercado era sustentado ainda pela operação de fusão das construtoras Taylor Woodrow e George Wimpey, criando expectativas de consolidação no setor. As ações da Taylor dispararam 15,6% e as da George avançaram 5,4%. Entre os outros papéis que subiam na esteira da operação estavam os da Redrow, da Bovis Homes, da Berkeley Group e da Barratt Developments, todas tendo somado valorização superior a 3% mais cedo no índice FTSE-250. O índice de referência FTSE 100 era sustentado pela única ação do setor em sua composição, os papéis da construtora Persimmon, que subiram mais de 4%, e por ganhos entre as ações de mineradoras e empresas de petróleo. As ações da BHP Billiton, da Xstrata e da Rio Tinto subiram mais de 1,4%, influenciados pelos ganhos do ouro e do cobre. As ações da Xstrata somaram 2,1%, depois de anunciar uma oferta de 18,50 dólares canadenses por ação - equivalentes a um total de 4,6 bilhões de dólares canadenses - pela mina de níquel LionOre, o que poderá fortalecer sua posição na produção do metal. As ações da LionOre subiram 6,8%. Na Bolsa de Frankfurt, o destaque eram os papéis da Volkswagen, que caíram mais de 4%, em reação ao anúncio da Porsche, no fim de semana, de elevação para mais de 30% em sua participação na empresa e do lançamento de oferta de compra pela Volkswagen por um valor por ação abaixo do praticado pelo mercado, a 100,92 euros por ação. A Porsche foi forçada a emitir a oferta depois de exercer uma opção para assumir participação superior a 30% na montadora, de 31%. Até então, a Porsche tinha participação de 27,3% na Volkswagen. A Porsche disse que não estava pagando prêmio, porque os papéis da Volkswagen mais de dobraram desde que a Porsche adquiriu sua primeira participação. As ações da empresa de energia elétrica E.ON também centravam o foco de atenção dos investidores, registrando queda de 1% em reação ao anúncio da elevação de sua oferta pela espanhola Endesa, para 40 euros por ação ou o equivalente a 42,36 bilhões de euros (US$ 56,4 bilhões). A E.ON havia feito uma oferta de 38,75 euros por ação, disse que irá exercer sua "opção legal" contra a Enel e Acciona, que na sexta-feira informaram que estudam uma oferta pela Endesa. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.