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Brendan McDermid/Reuters
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Bolsa de Nova York bate novo recorde de fechamento; Ásia e Europa também sobem

Os três principais índices americanos encerraram o pregão com novas marcas históricas, à espera da temporada de balanços do segundo trimestre

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2021 | 17h50

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta segunda-feira, 12, à espera do início da temporada de balanços, que começa já nesta semana. O avanço da variante Delta do coronavírus continuou no radar e segurou os ganhos de alguns mercados, mesmo assim, Nova York fechou com novo recorde.

Tendo em vista os balanços, o Bank of America (BofA) destaca como "temas chave" inflação, China e a covid-19. "Esperamos que o impulso contínuo dos lucros reabasteça a confiança dos investidores na recuperação e conduza a rotação", projeta. No entanto, nem sempre lucros fortes "significam um mercado forte", pondera. "Historicamente, 60% dos trimestres de baixa ocorreram em meio a altas de lucros", aponta o BofA.

Ainda no noticiário financeiro, destaque para o voo com foguete de Richard Branson, que levou a uma alta de sua empresa de turismo espacial. As ações da Virgin Galactic subiram até 22% no pré-mercado de Nova York, mas com a volatilidade, terminaram a sessão em baixa de 17,38%.

Sobre a política monetária, o mercado observou a decisão do Banco do Povo da China (PBoc) de cortar compulsório bancários em 50 pontos-base a partir de 15 de julho tendo em vista estimular a atividade. No entanto, a intervenção do país asiático na operação de empresas locais nos EUA segue. Hoje, o The Wall Street Journal publicou que a ByteDance, dona do aplicativo TikTok, suspendeu seus planos de fazer IPO por tempo indefinido, depois que funcionários do governo disseram à empresa para se concentrar em lidar com os riscos de segurança de dados. Alvo recente das restrições, a Didi recuou hoje 7,23%, dando sequência às perdas da última semana.

O avanço da variante Delta já causa preocupação em países como o Reino Unido, que estuda aliviar as medidas mais rigídas de isolamento dentro dos próximos dias. No entanto, apesar do avanço, o secretário de Saúde britânico, Sajid Javid, confirmou a flexibilização das medidas de segurança já a partir do próximo dia 19.

Bolsas de Nova York

Os três principais índices de Nova York bateram novos recordes de fechamento, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq em altas de 0,36%, 0,35% e 0,21% cada. À espera da temporada de balanços, o setor bancário operou majoritariamente no azul, com Morgan Stanley em alta de 2,67% e JP Morgan, de 1,42%.

Amanhã, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho dos EUA deverá movimentar o mercado, em grande parte pela observação das potenciais reações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Segundo os analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, deve haver uma desaceleração para uma alta mensal de 0,5%, e um novo avanço de 5,0% na comparação anual.

Bolsas da Europa

O mercado europeu também fechou em alta nesta segunda. O índice Stoxx 600 subiu 0,69%, enquanto a Bolsa de Londres teve leve ganho de 0,05%, Frankfurt avançou 0,65% e Paris teve alta de 0,46%. Já Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,92%, 0,46% e 0,89% cada.

Bolsas da Ásia

O dia foi positivo na Ásia. Os índices de XangaiShenzhen subiram 0,67% e 1,98% cada, enquanto a Bolsa de Tóquio saltou 2,25%, Hong Kong teve ganho de 0,62%, Seul avançou 0,89% e Taiwan registrou alta de 0,87%.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul hoje, em alta de 0,83%, impulsionada por produtoras de minério de ferro

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, em meio às dúvidas sobre os planos de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) nos próximos meses. Além disso, o mercado observa com cautela os impactos da variante delta do coronavírus, que gerou novas medidas de restrição em diversas partes do mundo, apresentando riscos para a demanda.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto fechou em baixa de 0,62%, a US$ 74,10, enquanto o do Brent para o mês seguinte recuou 0,52%, a US$ 75,16. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL CALDEIRA E SÉRGIO CALDAS

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