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Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP
Courtney Crow/New York Stock Exchange via AP

Bolsa de Nova York bate recorde com anúncio de novo pacote de infraestrutura nos EUA

Ajuda ao setor já havia sido prometida por Joe Biden e foi anunciada hoje, com valor inicial de US$ 1,2 trilhão; preocupação com a inflação, no entanto, continuou no radar

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2021 | 17h30

A Bolsa de Nova York bateu recorde nesta quinta-feira, 24, após o presidente Joe Biden anunciar que conseguiu o apoio dos republicanos para parte do seu pacote de infraestrutura. No entanto, a expectativa foi grande em torno do resultado de maio do indicador da inflação dos Estados Unidos que é utilizado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano)

Sobre a ajuda para o setor de infraestrutura, segundo a Casa Branca, o pacote com apoio bilateral é de US$ 1,2 trilhão. Biden admitiu, em coletiva, que conseguiu apoio para apenas parte do pacote, mas que pretende unir o Partido Democrata para garantir também outros pontos, como mais investimentos no setor de educação. O presidente dos EUA elogiou o papel que a iniciativa pode ter na geração de empregos e também para aumentar a competitividade do país.

Investidores aguardam o chamado índice PCE de inflação dos EUA referente a maio, que será divulgado amanhã e é a principal referência de preços do Fed. Hoje, o presidente da distrital de St. Louis, James Bullard, disse que o mercado "precisa saber" que um cenário de inflação "mais persistente" pode acontecer. O presidente da distrital do Fed de DallasRobert Kaplan, também voltou a defender que a autoridade monetária deve ajustar o programa de compra de títulos públicos "mais cedo do que mais tarde'.

No entanto, a recuperação ainda é incerta nos EUA, o que reforça a necessidade dos estímulos.  O número de pedidos de auxílio-desemprego no país americano caiu 7 mil na semana encerrada em 19 de junho, a 411 mil, segundo dados com ajustes sazonais publicados pelo Departamento do Trabalho americano. O resultado frustrou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda mais acentuada, a 380 mil.

Na Europa, o Banco Central Europeu manteve sua política monetária, com apenas um dirigente defendendo a redução no programa de títulos públicos. Na agenda de indicadores, o índice Ifo de sentimento das empresas  da Alemanha avançou a 101,8 em junho, na máxima em mais de dois anos, em meio à reabertura da maior economia do continente. 

Bolsas de Nova York

Apesar da fala mais dura vinda dos dirigentes do Fed, o mercado americano optou por precificar o anúncio do novo pacote de infraestrutura. O Dow Jones subiu 0,95%. Já o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ganhos de 0,58% e 0,69% cada, com ambos batendo novos recordes de fechamento.

No Nasdaq, a Microsoft teve alta de 0,53%, marcada pelo lançamento do Windows 11. Nesta semana, a empresa atingiu a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado. Por outro lado, a Amazon recuou 1,56%, em meio a avaliações sobre as vendas de seu Prime Day que, para o Bank of America, não foram tão boas quanto em 2020.

Bolsas da Europa

No continente europeu, após a decisão do BC do bloco, o índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,87%, enquanto a Bolsa de Londres teve ganho de 0,51%, Frankfurt subiu 0,86% e Paris avançou 1,22%. Já os índices de MilãoMadri e Lisboa registraram altas de 1,38%, 1,34% e 0,76% cada.

Bolsas da Ásia

O sinal foi misto no continente asiático. A Bolsa de Tóquio fechou estável, enquanto a de Hong Kong teve ganho de 0,23%, Seul subiu 0,30% e Taiwan avançou 0,41%. Na China, o índice de Xangai subiu 0,01%, enquanto o de Shenzhen recuou 0,50%.

Na Oceania, a bolsa australiana foi para o vermelho na última hora do pregão, em queda de 0,32%, embora o governo local tenha decidido contra a imposição de um lockdown para conter a covid-19 em Sydney, cidade mais populosa do país.

Petróleo

petróleo fechou em alta nesta quinta, com investidores pesando as perspectivas para a demanda global da commodity, além da reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que acontece na semana que vem e pode marcar um relaxamento nos cortes da produção do grupo.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto avançou 0,30%, a US$ 73,30, enquanto o do Brent para o mesmo mês teve ganho de 0,49%, a US$ 75,56. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, GABRIEL BUENO DA COSTA E MATHEUS ANDRADE

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