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Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Bolsa de Nova York fecha com novo recorde após dado forte do mercado de trabalho dos EUA

País americano registrou criação líquida de 850 mil novos postos de trabalho em junho, resultado visto como 'forte' e 'encorajador' pelas autoridades locais

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 17h30

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira, 2, com os principais índices renovando recordes de fechamento, após dados positivos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. No entanto, apesar do bom humor do mercado americano, os índices da Europa e Ásia fecharam mistos, de olho nas questões locais.

diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Brian Deese, classificou como "forte" e "encorajador" o resultado do relatório de emprego de junho, o payroll, que mostrou criação líquida de 850 mil novos postos de trabalho nos EUA no mês passado. Em coletiva de imprensa, Deese advertiu, contudo, que não pode dar ênfase excessiva ao indicador de apenas um mês e que o foco do governo é na tendência, e não em números pontuais.

Já a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que uma das preocupações do governo Joe Biden nesse momento é a escassez de chips e semicondutores que afeta diferentes indústrias em todo o mundo, problema que tem potencial de afetar a recuperação do mercado de trabalho e também a economia dos EUA.

No entanto, o payroll relatou ao mesmo tempo um aumento na taxa de desemprego do país. É provável que leve algum tempo para que a perda massiva de empregos devido à pandemia em 2020 seja totalmente revertida, aponta o Commerzbank. "Até que isso aconteça, o mercado de trabalho impedirá qualquer normalização da política monetária americana, apresentando argumentos para uma alta do preço do ouro ao longo do ano", analisa o banco alemão, ao falar sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na agenda de indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 9,6% em maio, na comparação anual. O resultado veio em linha com o esperado. O Banco Central Europeu projeta que esse salto será temporário e que a inflação voltará a enfraquecer adiante. A presidente da entidade monetária, Christine Lagarde, comentou que a recuperação econômica na zona do euro "ainda é frágil", principalmente ante o avanço da variante Delta.

Na China, em discurso pela comemoração do centenário do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping fez apelos à unidade nacional e desafiou pressões internacionais. O povo do país "jamais permitirá que nenhuma força estrangeira nos intimide, oprima ou escravize", afirmou o líder, em tom contundente. A fala de Xi vem num momento de crescente pressão externa, em especial dos EUA, por supostas violações de direitos humanos cometidas pela China.

Bolsa de Nova York

Em Nova York o dia foi positivo com Dow Jones subindo 0,44%, o S&P 500 em alta de 0,75% e o Nasdaq com ganho de 0,81%, todos batendo novos recordes de fechamento. Na semana, houve avanço de 1,02%, 1,67% e 1,94, respectivamente. As empresas do setor de tecnologia foram o destaque do pregão, com Amazon, Apple e Alphabet em altas de 2,27%, 1,96% e 2,30%.

Bolsas da Europa

O mercado europeu ficou sem sinal único, diante das perspectivas econômicas negativas para a região. O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,26%, enquanto Frankfurt avançou 0,30% e Lisboa teve ganho de 0,77%. Na contramão, Londres cedeu 0,03%, Paris recuou 0,01%, Milão caiu 0,01% e Madri teve baixa de 0,28%.

Bolsas da Ásia

Após a declaração de Xi Jinping, os índices chineses de XangaiShenzhen cederam 1,95% e 1,86% cada, enquanto Hong Kong caiu 1,80%. Além disso, a Bolsa de Seul teve baixa marginal de 0,01%, Taiwan perdeu 0,02% e Tóquio teve baixa de 0,27%.

Na Oceania, a bolsa australiana também contrariou o tom predominantemente negativo da Ásia e avançou 0,59%, igualmente ajudado por ações de petroleiras.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem sinal único, nesta sexta-feira. Havia bastante expectativa entre investidores por um anúncio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre ajustes em sua oferta nos próximos meses, em meio a relatos de um impasse no grupo. Apesar de não haver comunicado oficial, várias reportagens da imprensa internacional afirmavam que a organização caminha para ampliar sua produção mensal em cerca de 400 mil barris por dia, a cada mês entre agosto e dezembro.

O petróleo WTI para agosto fechou em baixa de 0,09% , em US$ 75,16 o barril, enquanto o Brent para setembro subiu 0,44%, a US$ 76,17 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDA

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