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Mandel Ngan/AFP
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Bolsa de Nova York fecha em alta após fala do presidente do BC dos EUA

Jerome Powell reforçou hoje que pretende manter os estímulos adotados durante a pandemia, já que a recuperação da economia americana 'tem um longo caminho pela frente'

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2021 | 17h35

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 22, ainda de olho na política monetária dos Estados Unidos e também à espera da fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, sobre o futuro das medidas de estímulos adotadas durante a pandemia. 

A fala, muito aguardada pelos investidores, veio, no entanto, quando as Bolsas da Ásia e da Europa já estavam fechadas. Powell aliviou a tensão que ganhava força no mercado desde sexta-feira, quando o presidente da distrital de St. Louis do Fed, James Bullard, falou em chance de reajuste já em 2022 - na segunda-feira, no entanto, ele mudou de opinião e adotou um tom mais pró-estímulos.

Hoje, em discurso na Câmara dos Representantes, Powell disse que a recuperação da economia dos Estados Unidos "ainda tem um longo caminho pela frente." Ele comentou que o papel do Fed para combater a desigualdade passa por garantir a busca pelo máximo emprego, evitando um aperto monetário antes da hora adequada. O presidente do Fed disse ainda que não realizará uma alta "preventiva" dos juros, mas prometeu agir "se a inflação ficar muito elevada."

A fala vem em sintonia com comentários também moderados feitos por outras autoridades do Fed, como John Williams (Nova York) e Robert Kaplan (Dallas). A presidente do Fed de São FranciscoMary Daly, também acredita que não é momento de retirar estímulos monetários.

Bolsa de Nova York

Os índices do mercado americano foram favorecidos pela fala de Powell, em especial o Nasdaq, que subiu 0,79%, batendo um novo recorde de fechamento. Dow Jones e S&P 500 subiram 0,20% e 0,51% cada. As ações de tecnologia tiveram algumas das principais altas, com Facebook registrando ganho de 2,03%, Apple, de 1,27%, Microsoft, de 1,10% e Twitter, de 2,94%. Amazon também subiu 1,49%, apesar da informação de que a compra da MGM pela empresa de Jeff Bezzos será analisada por um órgão antitruste.

Bolsas da Europa

Na agenda de indicadores, investidores ainda acompanharam a divulgação da confiança do consumidor da zona do euro, que subiu a -3,3 em junho, pouco acima da estimativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. No mercado europeu, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 0,26%, enquanto a Bolsa de Paris avançou 0,14%, Frankfurt teve ganho de 0,21% e Londres teve alta de 0,39%.

A Bolsa de Madri ainda subiu 0,02%, mas Milão e Lisboa foram na contramão e cederam 0,32% e 0,52% cada. 

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio liderou os ganhos do mercado asiático e subiu 3,12%, enquanto Seul avançou 0,71% e Taiwan registrou alta marginal de 0,07%. Os índices chineses de XangaiShenzhen subiram 0,80% e 0,51% cada. Exceção, a Bolsa de Hong Kong caiu 0,63% .

Já na Oceania, a bolsa australiana teve hoje seu melhor desempenho desde 1º de março, apagando a maior parte das perdas 

da sessão anterior e avançando 1,48%.  

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, em sessão marcada pela notícia de que a Organização dos Países Exportadores de  Petróleo e aliados (Opep+) está discutindo um novo aumento gradual em sua produção a partir de agosto. A notícia preocupa, já que a demanda ainda segue instável por conta da pandemia.

WTI para agosto fechou em baixa de 0,37%, em US$ 72,85 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês caiu 0,12%, a US$ 74,81 o barril. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL CALDEIRA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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