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Bolsa de Nova York fecha em queda de mais de 4%

Investidores estão atentos à perspectiva de que os grandes bancos centrais começarão a apertar suas políticas; na segunda-feira, Dow Jones registrou seu pior desempenho em pontos da história

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 19h42

Os mercados acionários americanos aceleraram as perdas nos minutos finais do pregão desta quinta-feira, 8, com o índice Dow Jones caindo mais de 4% e perdendo o nível dos 24 mil pontos. O quadro refletiu na Bolsa brasileira, que fechou em baixa de 1,49%, aos 81.532,52 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,3 bilhões.

Investidores estão atentos à perspectiva de que os grandes bancos centrais começarão a apertar suas políticas, sinal que foi apoiado pela decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e por comentários vistos como "hawkish" (duro com a inflação) pelo presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), William Dudley.

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O movimento vem na esteira do forte recuo visto nas bolsas de Nova York na segunda-feira, 5, quando o Dow Jones registrou o seu pior desempenho em pontos da história. Por volta das 18h20 (de Brasília), os índices passaram a cair mais de 2,5% e renovaram sucessivas mínimas nos minutos finais.

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Os bancos foram os que mais perderam com o movimento de ajuste e, encerraram em forte queda: o Goldman Sachs cedeu 4,18% e o Morgan Stanley despencou 5,02%. Em contrapartida, o índice de volatilidade da CBOE (VIX), considerado o medidor de medo de Wall Street, acelerou os ganhos no fim do pregão e passou a operar acima dos 32 pontos.

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