Bolsa de Nova York opera em forte queda

As Bolsas dos Estados Unidos estão em queda forte depois de o índice S&P-500 ter chegado a apenas 4 pontos de um novo recorde. Em dia de volume reduzido de negócios, os investidores estão digerindo indicadores positivos divulgados nos EUA e dados chineses que ficaram abaixo das previsões.

RENATO MARTINS, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

13 de março de 2014 | 14h33

Os investidores também estão acompanhando a evolução dos acontecimentos na Ucrânia, onde o Parlamento da República Autônoma da Crimeia decidiu pela separação da região; no domingo, 16, os eleitores da Crimeia votarão em um referendo sobre a reintegração da região à Rússia que poderá ter repercussões, já que os EUA e seus aliados dizem que a votação é ilegal e não será reconhecida.

Traders observaram que os principais índices aceleraram sua queda depois de o ex-presidente do Banco Central de Israel Stanley Fischer, nomeado para ser vice-presidente do Fed, dizer em audiência no Comitê Bancário do Senado norte-americano que "a saída do programa de estímulo à economia já começou" - mas o mercado já sabia disso desde dezembro.

Segundo o analista Albert Edwards, do Société Générale, "à medida que o cobre conduz os preços das commodities para baixo e as ações dos mercados emergentes continuam pressionadas, os otimistas decidiram que os mercados de ações dos países desenvolvidos podem ignorar essas dificuldades. Ouço cada vez mais sobre uma ''dissociação''. Embora as quatro palavras mais perigosas em investimentos sejam ''desta vez é diferente'', ''dissociação'' sem dúvida é a palavra mais perigosa. A amplidão do declínio das commodities industriais sugere que isso pode ser mais do que um ''evento'' localizado no sistema paralelo de crédito na China".

Nos EUA, as vendas no varejo cresceram 0,3% em fevereiro, quando a expectativa era uma expansão de 0,2%; excluído o setor de veículos, as vendas cresceram 0,3%, superando a previsão de +0,1%. O número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada ficou em 315 mil, com queda de 9 mil em relação à semana anterior; os preços das importações norte-americanas subiram 0,9% em fevereiro, quando a expectativa era uma alta de 0,4%.

Na China, a produção industrial cresceu 8,6% no bimestre janeiro/fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado; em dezembro, o crescimento anual havia sido de 9,7% (os dados dos meses de janeiro e fevereiro foram juntados para reduzir as distorções provocadas pelo feriado do Ano Novo lunar). Em fevereiro, a produção industrial chinesa cresceu 0,61% em comparação com o mês anterior; em janeiro, o crescimento havia sido de 0,59%.

O investimento em ativos fixos na China teve um crescimento de 17,9% no bimestre janeiro/fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, abaixo da previsão dos economistas, de 19,3%; as vendas no varejo cresceram 11,8% no bimestre janeiro/fevereiro em comparação com o mesmo período do ano passado, após uma expansão de 13,6% em dezembro. Em relação a janeiro, as vendas no varejo cresceram 0,71% em fevereiro.

"Tivemos números fortes de vendas no varejo nos EUA, mas o efeito dos indicadores chineses contrabalançou essa notícia", disse Jarry Braakman, da First American Trust. "Começamos agora a ver indicadores norte-americanos fortes, apesar do mau tempo", disse o estrategista Phil Orlando, da Federated Investors.

As ações da Amazon.com subiam 0,8% há pouco, depois de a empresa anunciar um aumento da tarifa para seus clientes "prime". As da Dollar General caíam 3,3%, depois de a empresa rebaixar sua previsão de lucro. Entre as componentes do Dow, os destaques são United Technologies (-2,6%), Pfizer (-2,1%), Home Depot (-1,9%) e American Express (-1,9%).

Às 14h20 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 175 pontos (1,08%), para 16.163 pontos; o Nasdaq caía 54 pontos (1,25%), para 4.269 pontos; o S&P-500 recuava 16 pontos (0,91%), para 1.851 pontos.

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