Bolsa de Nova York tem a maior queda desde 2003

Resultados fracos da General Electric e do Citigroup, além de crises no Irã e na Nigéria, derrubaram a Bolsa de Valores de Nova York. O principal índice do mercado nova-iorquino, o Dow Jones, perdeu 1,96%, ou 213,32 pontos, a maior queda em pontos desde março de 2003, e fechou em 10.667,39 pontos. Em porcentagem foi o maior recuo desde abril. O Dow Jones já perdeu todo o ganho que acumulou neste ano, que tinha levado o índice a estar pela primeira vez em quatro anos e meio acima dos 11 mil pontos. As ações da GE caíram 3,78% e as do Citigroup, 4,69%. O índice Nasdaq, com as principais empresas de tecnologia, desabou 2,35%. ?Os mercados observam atentamente os balanços das empresas e entramos com o pé esquerdo no Citibank e na GE?, explicou o analista de ações Evan Olsen. ?Também há os preços do petróleo em alta, as ameaças de Bin Laden e o Irã agindo estranhamente, o que estão preocupando todos. Assim, os operadores estão realizando lucros (vender antes que os preços caiam).? A GE, maior empresa em capitalização de mercado informou ontem de manhã que seu lucro diminuiu 46%. Mas o lucro ajustado cresceu, levemente. Além disso, a GE elevou o piso de suas estimativas de lucro para 2006, afirmando que o ambiente econômico segue positivo. Já o gigante financeiro Citigroup informou que seu lucro cresceu 30%, para US$ 6,93 bilhões, ou US$ 1,37 por ação. O lucro com operações continuadas caiu 3%, para US$ 4,97 bilhões, ou US$ 0,98 por ação. Os analistas consultados pela Thomson First Call previam lucro de US$ 1 por ação para o trimestre. O faturamento de US$ 20,78 bilhões ficou abaixo dos US$ 21,75 bilhões previstos por analistas. ?Os resultados não foram desastrosos, mas vimos alguns nomes importantes sendo um pouco mais conservadores em suas previsões?, analisou a responsável por investimentos da Malley Associates Capital Management, Susan Malley. ?As notícias não foram tão ruins assim, simplesmente não vieram dentro das expectativas dos mercados.? Nas questões geopolíticas, as tensões sobre o programa nuclear do Irã, um dos grandes produtores de petróleo, junto aos ataques à indústria petrolífera da Nigéria influenciaram na alta do petróleo e pressionaram as bolsas.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2006 | 13h06

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