Bolsa de Nova York termina em queda, afetada por zona do euro

Investidores venderam ativos de risco, incluindo o petróleo e euro, em meio aos renovados temores com Europa.

Álvaro Campos, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 17h49

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira, com os investidores vendendo ativos de risco, incluindo o petróleo e o euro, em meio aos renovados temores com a crise da dívida na Europa, em especial a Espanha e a Grécia.

O índice Dow Jones perdeu 101,11 pontos (0,79%), finalizando a 12.721,46 pontos. O Nasdaq recuou 35,15 pontos (1,20%), para 2.890,15 pontos. E o S&P 500 teve retração de 12,14 pontos (0,89%), fechando a 1.350,52 pontos.

Uma reportagem do El País publicada no fim de semana afirmou que seis regiões autônomas, incluindo a Catalunha, precisarão de ajuda. Com as evidências de que a situação dos governos regionais está crítica, cresceu a sensação de que a Espanha precisará de um resgate total, e não apenas para os bancos.

Para piorar, o Banco da Espanha previu no relatório econômico mensal divulgado nesta segunda-feira que dados preliminares indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve contração de 0,4% no segundo trimestre deste ano ante o primeiro, e de 1,0% sobre o segundo trimestre do ano passado. E o yield do bônus espanhol de 10 anos atingiu a máxima histórica de 7,59%.

O humor dos investidores também foi afetado pelos receios com a Grécia. Segundo uma reportagem da revista alemã Der Spiegel, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sinalizou para a União Europeia que não participará mais da ajuda financeira ao governo grego, o que significa que o país pode ficar sem dinheiro em setembro.

O FMI se manifestou sobre a reportagem em uma nota à imprensa em que diz apenas que "está apoiando a Grécia na superação das dificuldades econômicas". Uma equipe da troica de credores internacionais - formada por FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) - deverá chegar a Atenas na terça-feira para iniciar a primeira revisão do segundo pacote de resgate oferecido ao país.

"Os mercados estão percebendo que os ganhos dos últimos dias têm sido uma enganação", afirma Uri Landesman, presidente da gestora de fundos Platinum Partners. "Existem notícias muito ruins lá fora. Com todas as regiões espanholas caindo aos pedaços, como será que o governo central está indo?", questionou.

Para David Joy, estrategista-chefe de mercado da Ameriprise Financial, os investidores do mercado de ações estão correndo para os papéis de companhias de grande capitalização que pagam bons dividendos, além de outros setores defensivos. "Não é muito excitante, mas certamente é um porto seguro comparado com alguns setores cíclicos."

No campo corporativo, as ações do McDonald''s caíram 2,88%, após a companhia divulgar seus resultados do segundo trimestre, que decepcionaram os investidores. O setor financeiro também não teve um desempenho bom (Citigroup -2,05%, Goldman Sachs -1,06% e Morgan Stanley -1,10%).

Já as empresas ligadas ao setor de energia se saíram melhor. A Halliburton, que presta serviços para a indústria petroleira, subiu 2,4%, na esteira de um balanço melhor do que o esperado no segundo trimestre. E a NRG Energy avançou 8,14%, depois de revelar planos para comprar a rival GenOn Energy. As informações são da Dow Jones.

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