Bolsa de NY cai forte com temor de "pouso forçado"

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, um dia depois de o índice Dow Jones ficar a apenas 100 pontos de alcançar seu recorde histórico, estabelecido em 2000. Hoje, o Dow Jones sofreu sua maior queda, tanto em pontos como em termos porcentuais, em quase um mês e meio. As Bolsas de Nova York foram influenciadas pela divulgação do índice de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia, que caiu a -0,4 em setembro, de 18,5 em agosto; economistas previam que ele recuasse a 15,0 em setembro. Embora o índice do Fed de Filadélfia seja considerado volátil, a queda forte e inesperada alimentou os temores de que a desaceleração econômica, já evidente no mercado de imóveis residenciais, possa estar se espalhando também para o setor industrial. "O índice de atividade do Fed da Filadélfia tornou-se muito importante para as pessoas. O fato de um dos índices regionais de atividade apontar uma virada para baixo na indústria põe em dúvida o cenário de 'pouso suave'. Isso, somado aos fracos indicadores recentes do setor imobiliário, fez os investidores elevarem seu nível de alerta", comentou o estrategista-chefe da McDonald Investments, John Caldwell. Ações Entre as componentes do Dow Jones, o destaque foi Hewlett Packard, com queda de 5,19%, em reação à notícia de que o executivo-chefe da empresa, Mark Hurd, poderá ter que depor nas investigações sobre o escândalo de espionagem em que a empresa se envolveu. As da Wal-Mart caíram 0,84%, depois de a empresa anunciar que suas lojas passarão a vender medicamentos genéricos com desconto. O anúncio da Wal-Mart teve impacto forte nas ações das redes de drogarias (CVS caiu 8,4%, Walgreen recuou 7,3% e Rite Aid cedeu 5%) e nas dos atacadistas do setor (AmerisourceBergen teve queda de 4,3% e Cardinal Health registrou baixa de 2,4%). As ações da fabricante de microcomputadores Dell caíram 1,49%, depois de a empresa ser notificada de que poderá ter suas ações removidas do Nasdaq, devido ao não-cumprimento das normas de apresentação de informes financeiros. No setor de mídia, as ações da Tribune subiram 4,4%, depois de o Wall street Journal informar que a diretoria da empresa, sob pressão dos acionistas, estuda opções dramáticas como o fechamento de capital ou a separação da unidade de emissoras de televisão da de jornais. As ações da General Motors caíram 2,6%, depois de a Standard & Poor's dizer que os cortes de custos anunciados recentemente não são suficientes para garantir uma melhora sustentada na qualidade de crédito. As ações da FedEx caíram 1,4%, em reação a seu informe de resultados; as da Nike, que divulgaria resultados depois do fechamento, recuaram 0,17%. Índices O índice Dow Jones fechou em queda de 80,04 pontos, ou 0,69%, em 11.533,23 pontos. A mínima foi em 11.503,05 pontos e a máxima em 11.629,28 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 15,14 pontos, ou 0,67%, em 2.237,75 pontos, com mínima em 2.232,89 pontos e máxima em 2.261,47 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 7,15 pontos, ou 0,54%, para 1.318,03 pontos. O Nyse Composite, que reúne todas as ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), recuou 18,53 pontos, ou 0,22%, para 8.373,31 pontos. O volume negociado na Nyse alcançou 1,686 bilhão de ações, de 1,625 bilhão ontem; 1.365 ações subiram, 1.975 caíram e 127 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume ficou em 2,025 bilhões de ações negociadas, de 2,198 bilhões ontem, com 1.097 ações fechando em alta e 1.904 em queda. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 18h39

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