Bolsa de NY fecha no nível mais alto em 6 anos

O mercado norte-americano de ações voltou a fechar em alta, com o índice Dow Jones no nível mais alto desde 19 de janeiro de 2000 e o Standard & Poor's-500 a apenas um ponto de alcançar o nível mais alto dos últimos cinco anos. O mercado reagiu à nova queda dos preços do petróleo, aos relatórios de vendas das redes varejistas norte-americanas em abril e a informes de resultados de empresas. "O recuo do petróleo foi o principal fator a influenciar o mercado. Além disso, os indicadores de produtividade e custo da mão-de-obra no primeiro trimestre foram recebidos sem muito nervosismo", comentou o analista Bill Sutherland, da Boenning & Scattergood. Entre as componentes do Dow Jones, os destaques foram as ações da Alcoa, com alta de 2,25%, em reação à alta dos preços do alumínio, e Microsoft, com alta de 1,17%, depois de seu executivo-chefe, Steve Ballmer, dizer que a empresa deverá investir no setor de negócios online com a mesma velocidade mostrada por suas concorrentes. Outros destaques foram Caterpillar (+0,91%), Hewlett-Packard (+1,37%) e Intel (+0,94%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, os destaques foram Expeditors International of Washington (+18,28%), International Paper (-0,24%) Starbucks (+3,9%) e Tyco International (+3,64%); cerca de 80% das componentes do S&P-500 já divulgaram os resultados do primeiro trimestre. As ações da Archer-Daniels Midland, uma das maiores produtoras norte-americanas de etanol, caíram 7,7%, em reação ao informe de que o governo dos EUA estuda eliminar uma tarifa de importação de álcool combustível. Entre as ações de empresas do setor varejista que divulgaram informes de vendas, os destaques foram CostCo (+2,9%) e Chico's FAS (-19%). O índice Dow Jones fechou em alta de 38,58 pontos (0,34%), em 11.438,86 pontos. A mínima foi em 11.401,80 pontos e a máxima em 11.463,11 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 19,93 pontos (0,87%), em 2.323,90 pontos, com mínima em 2.307,38 pontos e máxima em 2.326,82 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 4,40 pontos (0,34%), para 1.312,25 pontos. O NYSE Composite avançou 34,38 pontos (0,40%), para 8.531,61 pontos. O volume negociado na NYSE alcançou 1,749 bilhão de ações, de 1,745 bilhão ontem; 2.066 ações subiram, 1.221 caíram e 159 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume ficou em 2,065 bilhões de ações negociadas, de 2,150 bilhões ontem, com 1.888 ações fechando em alta e 1.129 em queda. Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) chegaram ao fim do dia em leve baixa, com correspondente alta nos juros. Segundo operadores, houve pouca atividade no mercado, com os participantes na expectativa dos dados do nível de emprego nos EUA em abril, a serem divulgados na manhã desta sexta-feira. Para o estrategista Jim Caron, da Merrill Lynch, caso o número de postos de trabalho supere a previsão de 205 mil, os preços dos Treasuries deverão cair ainda mais; se ele superar os 225 mil, o juro dos títulos de 10 anos poderá chegar a 5,30%, acrescentou. Já o chefe de renda fixa da SterlingStamos, Michael Kastner, disse que, se o número de postos de trabalho ficar dentro da previsão de consenso ou abaixo dela, os preços dos Treasuries deverão passar a subir. "Seria necessário um número de novos postos de trabalho em torno de 235 mil para que os preços caíssem ainda mais", acrescentou. Hoje pela manhã, os preços dos Treasuries caíram para as mínimas do dia em reação aos dados da produtividade e do custo da mão-de-obra no primeiro trimestre; a produtividade teve um crescimento anual de 3,2%, enquanto o custo da mão-de-obra teve um aumento de 2,5%. Mais tarde, alguns participantes do mercado passaram a realizar lucros e os preços dos Treasuries recuperaram parte do terreno perdido. No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos títulos de 30 anos estava em 5,237%, de 5,229% ontem; o juro dos papéis de 10 anos estava em 5,150%, de 5,140% ontem; o juro dos papéis de 2 anos estava em 4,971%, de 4,933% ontem. As informações são da Dow Jones.

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