Bolsa de NY ignora dados e sobe puxada por balanços

Dow Jones subiu 0,57%, para 12.763,31 pontos - maior nível desde 20 de maio de 2008 -, puxado pelo avanço de componentes como a Boeing (+3,19%), que ontem reiterou suas previsões de resultados para o ano

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

28 de abril de 2011 | 18h08

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta, impulsionados pela divulgação de resultados financeiros fortes por grandes empresas do país e pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai manter os juros baixos e a política monetária frouxa por mais algum tempo.

"Na verdade, vamos manter o status quo pelos próximos dois meses, enquanto o programa de compras de bônus do Fed não termina, e aí veremos o que vai acontecer", disse Tom Samuels, diretor-gerente da Palantir Investments. "O mercado digeriu balanços razoáveis até o momento para o primeiro trimestre e nenhuma surpresa do Fed", acrescentou.

Os investidores deixaram em segundo plano os dados relativamente fracos divulgados hoje sobre a economia dos EUA. O Departamento do Comércio do país divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,8% no primeiro trimestre deste ano, em leitura preliminar - menos do que a expansão de 3,1% registrada no quarto trimestre do ano passado, mas em linha com as estimativas dos economistas.

Além disso, o número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 25 mil na semana até 23 de abril, segundo o Departamento de Trabalho dos EUA. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 8 mil solicitações.

Já o índice de vendas pendentes de moradias subiu 5,1% em março ante fevereiro, para 94,1, informou a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis. O resultado superou as estimativas dos economistas, que previam alta de 1,5%.

O Dow Jones subiu 72,35 pontos, ou 0,57%, para 12.763,31 pontos - maior nível desde 20 de maio de 2008 -, puxado pelo avanço de componentes como a Boeing (+3,19%), que ontem reiterou suas previsões de resultados para o ano. A Procter & Gamble, que também faz parte do índice, teve alta de 0,75% depois de anunciar que seu lucro cresceu 11% no primeiro trimestre em comparação a igual período do ano anterior. A Microsoft, que encerrou a sessão com ganho de 1,29%, caía 2,17% no after hours, mesmo depois de anunciar que o lucro de seu terceiro trimestre fiscal aumentou 31%.

Entre os demais índices, o Nasdaq avançou 2,65 pontos, ou 0,09%, para 2.872,53 pontos, maior fechamento desde 12 de dezembro de 2000, enquanto o S&P-500 teve alta de 4,82 pontos, ou 0,36%, para 1.360,48 pontos, maior nível desde 9 de junho de 2008. As informações são da Dow Jones.

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