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Bolsa de NY inicia semana em alta e contagia mercados pelo mundo

Principais índices subiram acima de 1%, após duas semanas de fortes perdas; movimento foi seguido pelos mercados internacionais

O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2018 | 22h03

NOVA YORK - O mercado de ações nos Estados Unidos abriu a semana com sinais de recuperação fechando a segunda-feira em alta consistente, após ter perdido, na máxima, cerca de 6% na semana passada. A forte volatilidade das bolsas e preocupações sobre uma aceleração no ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos, diante de sinais de pressões inflacionárias, desencadearam duas semanas de turbulência. Ontem, o movimento de alta nos EUA foi seguido pelas bolsas globais.

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Pesquisa do Federal Reserve (o banco central americano) de Nova York publicada ontem mostrou que as expectativas de inflação nos EUA diminuíram no mês passado, reduzindo a alta prevista para o fim do ano. A pesquisa, que o Fed leva em consideração, entre outros dados, para o aumento gradual das taxas de juros, mostrou que a mediana das expectativas de inflação de um ano à frente caíram para 2,71% em janeiro, ante 2,82% no mês anterior. 

Nesta quarta-feira, será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor. Nas últimas duas semanas, a preocupação de que a recuperação da inflação nos EUA forçaria o Fed a aumentar as taxas de juros mais rapidamente do que o esperado, associada a uma alta de 2,9% no salário-hora pago aos trabalhadores americanos, indicando uma fase de superaquecimento, provocou forte volatilidade no mercado global de ações. 

Em termos porcentuais, o tombo no exterior foi o maior desde 2011 e anulou os ganhos obtidos pelos investidores em 2018. No dia 5 deste mês, o índice Dow Jones sofreu a maior perda diária em pontos da história, ao ceder 4,60%, aos 24.345,75 pontos. 

O Fed aumentou as taxas de juros três vezes no ano passado, mesmo quando a inflação mergulhou. Com sinais de que os preços podem mudar a direção, o mercado está esperando uma nova alta dos juros em março. 

Ontem, o Índice S&P 500, que engloba as maiores empresas americanas fechou em alta de 1,39%, o Dow Jones ganhou 1,70% e o Nasdaq, com as empresas de tecnologia, 1,56%. 

Com os investidores sendo atraídos pelos mercados de ações, o dólar fechou em queda na comparação com seus principais rivais. No fim do dia, a moeda americana recuava para 108,60 ienes, de 108,80 ienes no fim da tarde de sexta-feira; o euro subia para US$ 1,2290, de US$ 1,2243; e a libra avançava para US$ 1,3831, de US$ 1,3827. 

Na Europa, após acumular queda de 5,02% na semana passada, o índice pan-europeu Stoxx 600, com fechou em alta de 1,30%. Embora ainda não tenham se recuperado completamente, as ações tiveram ganhos expressivos nesse início de semana, capitaneados pelo setor de matérias-primas, como petróleo e metais industriais. Investidores discutem se o vaivém dos índices nas últimas semanas refletem apenas uma correção técnica ou um movimento mais profundo de reenquadramento do ambiente para o mercado financeiro global.

“Acredito que este seja um expurgo saudável de um sentimento de otimismo exagerado”, afirmou James Norman, diretor de estratégia de renda variável do QS Investors. Ainda assim, avalia ele, caso a inflação acelere, e o Fed tenha de aumentar a velocidade do aperto monetário, isso pode prejudicar a atratividade das empresas que se endividaram bastante no período.

Em Londres, o FTSE-100 encerrou em alta de 1,19%; em Paris, o CAC-40 subiu 1,20%; o DAX da Bolsa de Frankfurt avançou 1,45%. As bolsas asiáticas também fecharam em alta e, no Brasil, não houve operação por conta do feriado de carnaval. / MATHEUS MADERAL COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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