Bolsa de NY mantém queda com Wal-Mart e GM

O mercado norte-americano de ações segue com os principais índices em queda forte. A fraca projeção de vendas da Wal-Mart alimentou a preocupação de que o preço alto da gasolina esteja provocando uma retração dos consumidores. A alta dos preços do petróleo e o rebaixamento da recomendação do Deutsche Bank para as ações da General Motors (GM) também estão pesando no sentimento dos investidores. Segundo o analista Jim Awad, da Awad Asset Management, "tivemos o informe de vendas da Wal-Mart mais fraco do que se previa, e o temor é de que os consumidores de baixa renda estejam, finalmente, sucumbindo aos preços da gasolina. Combinando isso com a alta dos preços do petróleo e as baixas dos mercados internacionais de ações, vemos que há um temor de desaceleração econômica e de que a inflação continue a subir, à medida que os custos da energia sejam repassados". Às 16h38 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,48%, o Nasdaq recuava 1,75% e o S&P-500 perdia 1,27%. As ações da Wal-Mart caíam 2,36% e as da GM recuavam 5,73%. Títulos Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) continuam em queda moderada, com correspondente alta nos juros. Os volumes são reduzidos, depois de um fim de semana prolongado nos EUA. "É como uma segunda-feira normal, só que é terça", comentou o estrategista Gerald Lucas, da Banc of America Securities; ele disse que o mercado de Treasuries está sofrendo uma correção, depois da alta dos preços verificada na sexta-feira; uma das razões foi a queda dos preços dos bônus governamentais europeus. Os participantes do mercado também estão se posicionando para a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc), nesta quarta-feira. Às 16h15 (de Brasília), o juro dos títulos de 30 anos estava em 5,189%, o dos papéis de 10 anos em 5,084% e o dos papéis de 2 anos em 4,983%. Dólar O dólar segue em queda frente às moedas européias e também diante do iene. Operadores disseram que o mercado está reagindo ao anúncio da nomeação de Hanry Paulson, chairman da Goldman Sachs, como sucessor de John Snow no Departamento do Tesouro dos EUA; ao fraco índice de confiança do consumidor dos EUA em maio; e à expectativa de que o Banco Central do Japão abandone em breve a política monetária de juro zero. Os dados da base monetária da zona do euro em abril também alimentaram as expectativas de que o Banco Central eleve sua taxa básica de juros em junho. Os contratos futuros de petróleo e ouro fecharam em alta e os de cobre em queda. Às 16h15 (de Brasília), o euro era cotado em Nova York a US$ 1,2871, a libra a US$ 1,8831 e o iene a 112,17 por dólar. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

30 de maio de 2006 | 16h39

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