Bolsa de NY reduz perda, mas continua no negativo

O índice Dow Jones, do mercado de ações de Nova York, lutou, voltou ao território positivo, mas retomou a direção negativa, enquanto aguarda o dado de vagas criadas na economia norte-americana em julho, que será divulgado amanhã. O dado tem potencial para mexer com as expectativas para o encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na terça-feira, quando será decidida a nova taxa de juros básica dos EUA. O Dow Jones recuava 0,05% no início da tarde, ajudando a recuperar o índice Nasdaq das mínimas da manhã para uma queda de 0,36%. No pano de fundo, o contrato de petróleo com vencimento em setembro cedia 1,07%, para US$ 75,00 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), após a tempestade tropical Chris perder força. As agências internacionais destacavam vários fatores da pressão negativa - a revisão do prejuízo trimestral da Ford, resultados divergentes de vendas das redes de varejo em julho nos EUA e a leitura pessimista para o aumento do número de pedidos de auxílio-desemprego. As elevações das taxas de juros na Europa também pesaram na sessão, principalmente o aperto monetário inesperado na Inglaterra. Os dados econômicos da manhã entraram para a coluna de cifras apontando enfraquecimento da economia norte-americana. No início da manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 29 de julho aumentou 14 mil, para 315 mil. A mediana das previsões de 14 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC era 305 mil pedidos, 7 mil a mais do que na semana anterior. As encomendas de bens duráveis subiram 1,2% em junho, abaixo do crescimento de 2% esperado. O índice de atividade do setor de serviços do ISM caiu para 54,8 em julho, contrariando previsão de que ficaria estável em 57. No entanto, o foco do mercado era um só: o dado de emprego, um dos mais observados pelo Fed para monitorar a inflação nos EUA. Hoje, a maioria das grandes redes varejistas divulgou seus desempenhos em julho, mostrando crescimento sólido das vendas, a despeito das preocupações com o poder de compra dos consumidores, em razão da disparada dos preços da gasolina e da desaceleração do mercado imobiliário. Os números anunciados por 25 das 53 varejistas mostraram que em 52% delas as vendas superaram as previsões dos analistas da Thomson Financial, enquanto em 44% as vendas ficaram abaixo das projeções. As ações da Wal-Mart subiam 0,65%, em uma reação à informação de que a líder do varejo registrou aumento de 2,4% nas vendas mesmas-lojas - unidades abertas há mais de um ano -, em julho. O resultado ficou na ponta mais elevada da previsão da rede. A companhia repetiu a previsão de crescimento de 1% a 3% das vendas em agosto, mesma faixa prevista em julho. Os papéis da Ford cediam 1,58%, após a montadora informar que perdeu mais do que o dobro do estimado inicialmente no segundo trimestre. A empresa anunciou hoje o recall de 1,2 milhão de caminhões, sport-utility vehicles (SUVs) e vans, em razão de incêndios potenciais nos motores. Outra notícia envolvendo a montadora era um acordo com a Apple para oferecer conexão com iPod nos veículos modelo 2007. A GM fez o mesmo acordo. As ações da Sprint Nextel despencavam 14,61%, após a companhia de telecomunicações ter anunciado queda de 38% no lucro do segundo trimestre, além das expectativas de um faturamento menor com seus negócios sem fio em 2006. O lucro da empresa caiu para US$ 370 milhões, ou US$ 0,12 por ação, de US$ 600 milhões, ou US$ 0,40 por ação, no ano anterior. A empresa informou que o resultado inclui uma despesa com amortização relacionada a fusões de US$ 0,19 e despesas de US$ 0,03 por ação. O lucro com operações continuadas caiu de US$ 0,22 para US$ 0,10 por ação. Os analistas previam lucro de US$ 0,33 por ação. Os papéis da Starbucks perdiam 9,76%, com os investidores reagindo ao dado de crescimento mais lento das vendas em julho. As vendas da rede de cafés cresceram 4% em julho, de uma expansão de 7% no ano anterior. As informações são da Dow Jones.

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