Bolsa de NY registra alta, mas fecha o mês com perda

Os principais índices de ações do mercado norte-americano fecharam em alta, recuperando-se da maior queda em mais de cinco anos sofrida na terça-feira, embora tenham encerrado o mês registrando perdas. O Dow Jones fechou o mês com uma queda de 2,80% e, no ano, acumula uma desvalorização de 1,56%. O Nasdaq fechou fevereiro em queda de 1,94% e, no ano, registra um ganho marginal de 0,03%. O S&P-500 registrou uma perda de 2,19% no mês e, em 2007, acumula perda de 0,81%. Os investidores encontraram conforto na recuperação parcial da Bolsa de Xangai, que subiu 3,9% hoje, depois do tombo de 8,8% registrado na sessão anterior. Os investidores também receberam com satisfação os comentários tranqüilizadores do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, durante seu depoimento no Comitê de Orçamento da Câmara, de que embora não houvesse um único motivo para a forte queda de ontem do mercado, os mercados financeiros "estavam indo bem". Bernanke também disse que a economia pode se fortalecer no final do ano, que não havia problema de liquidez nos mercados financeiros e que os problemas do mercado hipotecário subprime (de financiamentos de maior risco) não estão tendo impacto sobre a economia mais ampla. As transações foram voláteis, com as ações abrindo em alta marginal, caindo em território negativo na seqüência e permanecendo em baixa até ganharem suporte dos comentários de Bernanke no Congresso. Apesar da recuperação de hoje, Rafael Resendes, co-fundador da Applied Finance Group, fez um alerta: "Não recuperamos muito do terreno perdido ontem, portanto, eu não diria que estamos fora de risco". O estrategista-chefe de investimentos da Windham Financial Services, Paul Mendelsohn, descreveu a sessão como "uma batalha entre aqueles que vêem isso como uma oportunidade de compra e aqueles que dizem que a terça-feira foi um alerta e que devemos aliviar nossas posições a partir daqui". Entre os destaques, as ações da farmacêutica Merck subiram 2,2% depois da companhia ter elevado suas previsões de lucro para o primeiro trimestre, para acima das expectativas dos analistas. As ações da Procter & Gamble subiram 3,7% depois da Standard & Poor's ter revisado a perspectiva de crédito para a companhia de "negativa" para "estável", citando a contínua forte tendência operacional, assim como a bem sucedida integração com a Gillette, que foi adquirida em outubro de 2005. Contudo, as ações de empresas mais ligadas ao desempenho da economia fecharam em baixa, como Alcoa (-1,1%), Caterpillar (-0,6%) e Dupont (-1,1%). O índice Dow Jones fechou em alta de 52,39 pontos, ou 0,43%, em 12.268,63 pontos. A mínima foi em 12.186,04 pontos e a máxima em 12.353,47 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 8,27 pontos, ou 0,34%, em 2.416,13 pontos, com mínima em 2.395,35 pontos e máxima em 2.431,86 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 7,78 pontos, ou 0,56%, para 1.406,82 pontos. O NYSE Composite avançou 45,13 pontos, ou 0,50%, para 9.124,54 pontos. O volume negociado na NYSE (Bolsa de Nova York, na sigla em inglês) alcançou 2,26 bilhões de ações, de 2,41 bilhões de ações ontem; 2.122 ações subiram, 1.224 caíram e 117 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume alcançou 2,707 bilhões de ações negociadas, de 3,115 bilhões de ações ontem, com 1.666 ações fechando em alta e 1.395 em queda. As informações são da Dow Jones.

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