Bolsa de NY reveza-se entre positivo e negativo

Os índices referenciais do mercado acionário norte-americano revezam-se entre os territórios positivo e negativo desde a abertura, refletindo o ambiente de volatilidade que permeou os negócios nas diversas bolsas de renda variável no globo. Às 13h42 (de Brasília), o Dow Jones cedia 0,01%, enquanto o Nasdaq subia 0,08%. O S&P 500 operava no vermelho com queda de 0,12% no horário acima. Alguns investidores mostram disposição de se aproveitarem das vendas que já duram um mês para recomprarem ações que foram nocauteadas recentemente. No entanto, o mercado mantém a preocupação quanto ao impacto nos lucros das empresas do aumento da inflação, das taxas de juros mais elevadas e crescimento econômico mais lento. "Há uma dose tremenda de nervosismo, mas não se esqueça que nervosismo concebe oportunidades", comentou o operador da BNY Brokerage Anthony Conroy. "Se você olha para as companhias do setor farmacêutico, por exemplo, você tem alguns bons dividendos e pontos de entrada", completou. No entanto, ele lembrou que o cenário para ações é o pior possível, quando se avalia os motivos das quedas dos mercados. " A inflação está subindo, enquanto o crescimento econômico está em desaceleração e os juros estão subindo", comentou. As ações das empresas de serviços financeiros formavam um dos grupos com perdas significativas. Desde corretoras como a Merrill Lynch, com queda de 2,58%, até as ações da administradora da Bolsa de Nova York, com recuo de 5,28%, recuavam em razão da turbulência nos mercados acionários como um todo. A mudança no sentimento dos investidores afeta diretamente as fontes de lucro dessas empresas, seja em relação aos volumes de negócios, retornos sobre os investimentos ou transações como um todo. Os papéis da Goldman Sachs caíam 2%, mesmo após a empresa anunciar lucro de US$ 2,31 bilhões (US$ 4,78 por ação) no segundo trimestre fiscal, com a divisão de banco de investimentos do grupo registrando o melhor trimestre em seis anos. O desempenho representa salto de 167% em relação aos US$ 865 milhões (US$ 1,71 por ação) de igual período do ano anterior. Em comunicado, a instituição afirma que o forte avanço observado nos segmentos de renda fixa e ações também contribuiu para os resultados.Analistas consultados pela Thomson First Call previam, em média, lucro de US$ 4,28 por ação. As informações são da Dow Jones.

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