Bolsa de NY tenta recorde, mas ata do Fed atrapalhou

O mercado norte-americano de ações teve um dia de volatilidade no primeiro pregão de 2007. O índice Dow Jones chegou a subir 117 pontos ontem, para um novo recorde durante a sessão; caso tivesse fechado naquele nível, ele teria registrado seu 13º recorde de fechamento em menos de três meses e seria apenas a sétima vez, em 110 anos, que ele teria fechado em nível recorde no primeiro pregão do ano (a primeira vez foi em 1925, quando o índice fechou em 121,25 pontos; desde então, o índice acumula uma valorização de 10.200%). "Foi uma montanha-russa. Havia uma demanda por ações pela manhã, porque os mercados globais haviam operado ontem (anteontem) e nós não. Além disso, saiu um indicador positivo de atividade industrial. Mas à tarde foi divulgada a ata da reunião do Fed, mostrando uma postura dura frente à inflação e muita preocupação com a desaceleração da economia", resumiu Art Hogan, estrategista-chefe da Jefferies. As ações da Wal-Mart subiram 2,97%, em reação a seu informe de vendas de dezembro. As da Home Depot avançaram 2,27%, depois de a empresa anunciar que seu CEO, Robert Nardelli, deixará o posto (ele vinha sendo criticado pelo descompasso entre seus ganhos e o desempenho das ações da empresa). No setor farmacêutico, as ações da Merck subiram 0,96%, após elevação de recomendação pela Bear Stearns. As da General Motors caíram 4,13% (depois de terem liderado as componentes do Dow em 2006, com um ganho acumulado de 58%), em reação a seu informe de vendas de dezembro. As da Exxon Mobil caíram 3,29%, em reação à queda forte dos preços do petróleo. O índice Dow Jones fechou ontem em alta de 11,37 pontos (0,09%), em 12.474,52 pontos. A mínima foi em 12.404,82 pontos e a máxima em 12.580,35 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 7,87 pontos (0,33%), em 2.423,16 pontos, com mínima em 2.394,66 pontos e máxima em 2.454,62 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 1,70 ponto (0,12%), para 1.416,60 pontos. As informações são da Dow Jones.

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