Bolsa de Tóquio cede 0,3%; investidores andam de lado

A Bolsa de Tóquio, no Japão, continuou no campo negativo nesta sexta-feira. A ausência de incentivos comerciais e a apreensão antes da grande semana de balanços corporativos e da reunião do banco central fizeram os investidores andar de lado. Esse movimento permitiu que a fraqueza nos papéis das montadoras e uma liquidação das ações da Toshiba mantivessem o mercado em baixa.

DOW JONES, Agencia Estado

20 de abril de 2012 | 05h53

O Nikkei caiu 27,02 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 9.561,36 pontos, após queda de 0,8% na sessão de quinta-feira - no mês, o índice acumula baixa de 5,2%, depois de apresentar um aumento de 19% no primeiro trimestre. O volume de negociações seguiu anêmico, com 1,53 bilhão de ações - o quinto pregão consecutivo abaixo dos 2 bilhões de ações.

O índice abriu em modesta baixa e permaneceu abaixo do ponto de equilíbrio durante todo o pregão, no embalo dos fracos resultados de Wall Street, devido aos pessimistas números do mercado de trabalho e da habitação dos EUA.

"A dinâmica dos mercados no exterior não é animadora para os investidores de ações, enquanto os mercados de moeda - normalmente catalisadores para as ações do Japão - não estão ajudando também", disse Tatsunori Kawai, estrategista-chefe da kabu.com Securities. "O dólar continua a definhar em níveis elevados ante o iene, o que francamente não é o suficiente para atiçar o entusiasmo dos exportadores."

Canon e Fanuc, que divulgarão seus resultados trimestrais na próxima quarta-feira, estão entre as blue chips que serão acompanhadas de perto pelo mercado. Softbank e Advantest vão apresentar seus balanços na quinta-feira, enquanto na sexta-feira haverá uma enxurrada de resultados, encabeçada pela Honda Motor e Nomura Holdings. A maioria dos balanços coincide com o resultado da reunião do conselho de política do Banco do Japão (BOJ), no dia 27.

"O apetite dos investidores deverá ser limitado, pelo menos até que surjam mais evidências de uma maior flexibilização monetária do banco central", afirmou Mattia Ciancaleoni, diretor de vendas de ações do Citigroup Global Markets Japan. "Abril continua a ser um mês difícil para os investidores, mas depois de um estelar primeiro trimestre, isso já era de se esperar em algum grau."

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