Bolsa de Tóquio fecha com queda de 1,5%

 O índice Nikkei caiu 218,59 pontos, na queda porcentual mais acentuada desde 20 de junho deste ano 

19 de julho de 2013 | 04h25

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em terreno negativo, com a maior queda porcentual em um mês, nesta sexta-feira, uma vez que os agentes do mercado se aproveitaram do mercado sobrecomprado para realizar lucros antes das eleições parlamentares no país no domingo.

O índice Nikkei caiu 218,59 pontos, ou 1,5%, para 14.589,91 pontos, a maior queda porcentual desde 20 de junho. A perda coloca um fim a série de cinco sessões seguidas de ganhos. Desde 26 de junho, o índice havia subido cerca de 15%. Na semana, o Nikkei ainda manteve um ganho de 0,6%, o que levou a uma alta de 40% no ano.

Os níveis de participação foram os mais altos desde 14 de junho, com 3,64 bilhões de ações equivalentes a 3,1 trilhões de ienes.

Os principais índices abriram em alta, estimulados por um dólar mais forte obtido na quinta-feira com positivos dados de emprego do EUA e uma recepção calorosa do depoimento no Congresso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Além disso, a elevação da Moody''s da perspectiva dos EUA, de negativa, para estável também ajudou na ascensão da moeda norte-americana.

Contudo, a forte pressão de venda começou a aparecer no mercado, assim que o Nikkei entrou novamente em "território de alta" - definida como um aumento de 20% em relação a uma recente mínima intraday, neste caso ocorrida em 13 de junho.

Alguns traders sugeriram que o movimento pode estar ligado a eleição da Câmara Alta do Parlamento no domingo.

"Os investidores estrangeiros são os compradores mais comuns de contratos futuros e tem os buscado ao longo dos últimos 10 dias ou mais, em antecipação a votação de domingo", disse o conselheiro de mercado Kenichi Hirano, da Tachibana Securities.

O Partido Liberal Democrático, do governo, deverá conquistar uma grande vitória na eleição, cimentando a sua permanência no poder e abrindo o caminho para medidas ousadas de políticas econômicas, entre outras.

"É bem possível que, com um mercado superaquecido, eles estavam testando para ver até onde o mercado à vista poderia cair", disse Hirano. Fonte: Dow Jones Newswires.

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