Bolsa de Tóquio fecha em alta após decisão do Fed

Índice Nikkei avançou 1,8%, encerramdo a 14.766,18 pontos, após banco central norte-americano manter política de estímulos

19 de setembro de 2013 | 05h09

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em alta nesta quinta-feira, após a decisão do Federal Reserve dos EUA em manter a sua atual política monetária inalterada. O índice Nikkei encerrou com avanço de 1,8%, a 14.766,18 pontos, após o ganho de 1,4% na sessão anterior.

A recente alta colocou o índice Nikkei bem perto do "mercado em alta", definido como um avanço de 20% ante uma mínima recente. O índice deve atingir este nível quando registrar 14.934,46 pontos.

Na quarta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que a política altamente acomodatícia do BC norte-americano de comprar US$ 85 bilhões por mês em bônus deve permanecer em vigor até encontrar mais evidências de uma melhora sustentável na economia.

"A decisão do Fed veio como uma leve surpresa, já que muitos esperavam, pelo menos, uma redução gradual mínima", disse o conselheiro de mercado Kenichi Hirano, da Tachibana Securities.

Além disso, o jornal Nikkei informou que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, recomendou ao ministro das Finanças do país, Taro Aso, a inclusão de um corte dos impostos corporativos como medida de estímulo para afastar qualquer impacto do aumento do imposto sobre vendas.

A primeira elevação na taxa sobre vendas deve ocorrer a partir de abril de 2014. Mas antes, o premiê japonês deve oficializar a medida em 1º de outubro.

Ações com grande peso no índice lideraram o mercado nesta quinta-feira. A Fast Retailing subiu 1,5% e o Softbank avançou 1,7%.

Papéis de empresas do setor imobiliário também avançaram visto que os juros dos títulos do governo japonês de 10 anos caíram para 0,665%, o nível mais baixo desde 10 de maio, seguindo a queda na quarta-feira dos juros dos Treasuries dos Estados Unidos.

A Sumitomo Realty & Development adicionou 5,4% e a Mitsubishi Estate subiu 4,5%. Os yields (retorno ao investidor) dos bônus do governo definem o ponto de referência para as taxas de empréstimos, das quais as incorporadoras imobiliárias dependem para fazer compras. Fonte: Dow Jones Newswires.

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