Bolsa de Tóquio fecha em queda antes da reunião do Fed

Investidor teme fim dos estímulos à economia pelo governo norte-americano na ~reunião do banco central

17 de setembro de 2013 | 04h57

As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda nesta terça-feira, uma vez que os investidores se mostraram cautelosos antes do início da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês). Além disso, um iene mais firme pesou sobre grandes exportadores japoneses.

O índice Nikkei cedeu 0,7% e encerrou o pregão aos 14.311,67 pontos. Depois de uma abertura em alta, as ações caíram rapidamente para território negativo uma vez que os participantes do mercado adotaram uma abordagem cautelosa. Muitos esperam que o Federal Reserve decidirá começar a reduzir o seu estímulo monetário no final da reunião do FOMC. A reunião do Comitê começa nesta terça-feira e termina na quarta-feira.

Ainda que a especulação sobre uma saída mais lenta do relaxamento quantitativo dos EUA tenha ajudado as ações da Ásia na segunda-feira, a perspectiva de uma expansão mais lenta do que o esperado na diferença entre as taxas de juros dos EUA e do Japão pesou sobre ações de Tóquio. Muitos exportadores japoneses fecharam em queda como resultado. A Fanuc caiu 0,8% e a Denso perdeu 1,0%.

O estrategista-chefe de ações do BNP Paribas Securities no Japão, Shun Maruyama, disse que o mercado não deve receber uma entrada de capital estrangeiro em larga escala até outubro. Neste período, os investidores devem analisar os efeitos da redução de compras de ativos do Fed e estão aguardando um sinal mais claro sobre quem chefiará o BC dos EUA depois de Ben Bernanke.

Ainda assim, o estrategista disse que as condições externas estão melhorando. Shun Maruyama cita, entre os fatores de seu otimismo, o fato de os mercados estarem contabilizando, em grande parte, a redução de estímulo do Fed, o favoritismo de Janet Yellen na disputa pela presidência do Fed e a atenuação das preocupações sobre Síria. Enquanto isso, o governo japonês está preparando um pacote de estímulo econômico para atenuar os efeitos negativos da planejada elevação do imposto sobre vendas em abril.

"As ações japonesas devem se beneficiar de ambos os fatores internos e externos", disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.

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