Bolsa de Tóquio fecha no maior nível em seis meses

O índice Nikkei encerrou com ganho de 0,46%, aos 15.529,40 pontos, nesta segunda-feira, o maior nível desde 23 de janeiro

AE, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 07h25

O otimismo com a temporada de balanços no Japão levou o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, ao maior nível em seis meses neste início de semana. Contudo, ainda há uma certa cautela entre os investidores sobre a economia real do país.

O índice Nikkei encerrou com ganho de 0,46%, aos 15.529,40 pontos, nesta segunda-feira, o maior nível desde 23 de janeiro. Entre os destaques, as ações da Nissan subiram 0,82% e da Fanuc ganharam 0,38%.

Dando impulso à temporada de balanços, a montadora registrou crescimento acentuado no lucro para o trimestre de abril a junho, ajudado pelo fortalecimento de mercados estrangeiros, apesar de uma queda nas vendas no Japão. A Nissan informou que o seu lucro líquido no primeiro trimestre do ano fiscal aumentou 37%, para 112,13 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão) em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita teve elevação de 11%, para 2,47 trilhões de ienes.

A Fanuc, por sua vez, disse na semana passada que o lucro líquido quase dobrou para 45 bilhões de ienes nos três meses até junho. A empresa manteve sua previsão de lucro líquido em 146,5 bilhões de ienes para o atual ano fiscal que termina em março de 2015 e também indicou que havia recebido pedidos sólidos.

Apesar do ânimo com os resultados corporativos, os investidores se mostraram um pouco cautelosos sobre a economia do Japão. De acordo com analistas, a atividade real nacional vem se recuperando lentamente, na melhor das hipóteses. O Japão registrou um novo déficit comercial em junho, estendendo a série de saldos negativos a dois anos, uma vez que as exportações - que por muito tempo foram o principal motor da economia japonesa - recuaram diante da desaceleração do crescimento global. A taxa de inflação do país desacelerou pelo segundo mês consecutivo.

Muitos dizem que, apesar de os efeitos negativos de uma elevação no imposto sobre vendas terem sido menores do que se temia, a economia está longe de uma situação tranquila. Os salários, ajustados a variações de preços, continuaram a diminuir, enquanto a construção de moradias despencaram. Diante destas dificuldades, o governo tem renovado suas promessas de melhorar a economia através de reformas.

Segundo analistas, a melhora no mercado de ações reflete o fato de que algumas empresas estão se tornando menos suscetíveis a condições econômicas domésticas, porque geram mais receitas no exterior e produzem e vendem menos no Japão. Com informações da Dow Jones

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