Bolsa de Tóquio se recupera e fecha com alta de 1%

A Bolsa de Tóquio recuperou-se hoje de dois dias consecutivos de baixa, provocada por realizações de lucros. O índice Nikkei 225 subiu 1% e alcançou 16.536,54 pontos, seu maior nível de fechamento desde 12 de maio. A alta foi puxada pelas ações de grandes redes varejistas, que negociam uma fusão, e de companhias petrolíferas, ajudadas pela cotação do petróleo no mercado futuro. Segundo operadores, o Nikkei 225 deve prosseguir sua trajetória de alta na próxima semana, mas de forma moderada. Ontem, o índice havia recuado 0,2%. Os investidores agora estão focalizando os balanços relativos ao primeiro semestre fiscal, que grandes empresas divulgarão na semana que vem. Como muitas companhias haviam feito projeções cautelosas no início deste ano fiscal, o mercado espera que os balanços semestrais sejam acompanhados por uma revisão das estimativas. Porém, mesmo com essa expectativa, os ganhos no Nikkei não devem ser expressivos. ?É improvável que o mercado tenha um avanço forte, a menos que a revisão das projeções fique muito acima das expectativas?, confirmou Seiki Orimi, estrategista-sênior do Mitsubishi UFJ Securities. O nível de resistência deve se situar em torno dos 16.600 pontos. O jornal "Nihon Keizai Shimbun" informou hoje que as empresas Aeon e Marubeni, do setor de varejo, iniciaram negociações para uma fusão. No final do dia, a Aeon esclareceu que está negociando a compra de uma participação da Marubeni na rede varejista Daiei. A Marubeni possui 44,6% de ações da rede, com direito a voto. As três empresas iniciarão negociações para que a Aeon compre uma participação que a Daiei possui em outra empresa, a Maruetsu, do ramo de supermercados. Com as notícias, Aeon subiu 3,6%, Daiei ganhou 3,7%, Marubeni aumentou 3,4% e Maruetsu avançou 5,8%. As ações da Sony aumentaram 3,7% depois que a Morgan Stanley elevou a classificação desses papéis, alegando que a recuperação nos lucros da companhia ainda não havia sido incorporada à cotação. O Banco Central do Japão confirmou as expectativas do mercado e manteve a taxa de juros do país em 0,25% ao ano. As informações são da Dow Jones.

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