Amanda Perobelli/Reuters - 28/10/2021
Amanda Perobelli/Reuters - 28/10/2021

Bolsa fecha em alta, aos 120 mil pontos; dólar termina em queda

Petrobras, que tem um grande peso no Índice Bovespa, passou o dia em alta; investidores acreditam que o novo presidente da estatal não vai mudar a atual política de preços

Luísa Laval e Denise Luna, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2022 | 11h50
Atualizado 29 de março de 2022 | 18h08

O dólar permaneceu na trajetória de queda nesta tarde de terça-feira, 29, e encerrou o dia em baixa. Com isso, deu fôlego para o Ibovespa, que fechou o pregão na marca dos 120 mil pontos, também puxado pelo mercado acionário positivo em Nova York. A divisa americana se desvalorizou também no exterior, com os investidores buscando mais risco de olho nas negociações, mas também no aumento da pressão, para uma resolução no conflito russo-ucraniano.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e outros líderes europeus afirmaram sua determinação em continuar aumentando os custos para a Rússia por meio de sanções e continuar fornecendo assistência de segurança à Ucrânia. Ele evitou opinar sobre a rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia ocorrida na Turquia.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, chegou nesta terça na Ucrânia para conversas com altos funcionários do governo sobre a entrega "urgente de assistência técnica" para garantir a segurança das instalações nucleares do país.

O dólar à vista recuou 0,31%, cotado R$ 4,7578. O Ibovespa subia 1,07%, aos 120.014,17 pontos, com ações de bancos e da Petrobras, as mais negociadas do índice, em alta. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,97% e Nasdaq, 1,84%%.

No noticiário brasileiro, o mercado financeiro reagiu com tranquilidade às mudanças no comando da Petrobras. Para os analistas, essa reação positiva vem do fato de que ninguém espera mudanças significativas na política de preços da Petrobras. Regis Cardoso e Marcelo Gumiero, do banco Credit Suisse, por exemplo, disseram, em relatório, que o novo CEO é nomeado em um contexto de alta pressão política sobre os preços dos combustíveis, o que pode levantar preocupações de intervenção política na Petrobras. Mas lembram que “Silva e Luna deixará o cargo após um mandato de um ano que começou em meio a incertezas políticas semelhantes em torno dos preços dos combustíveis no início de 2021”. Segundo eles, “sob sua liderança, a Petrobras continuou a seguir os preços de paridade internacional e apresentou bons resultados em 2021”.

Os analistas apontam que, em uma reportagem recente, o novo presidente da estatal, Adriano Pires, se opôs a qualquer interferência direta nos preços da refinaria da Petrobras como solução para os problemas de preços de combustível no Brasil. “Ao contrário, ele propõe outras soluções, como um fundo de estabilização de combustíveis ou subsídios temporários para mitigar a volatilidade dos preços no curto prazo”, concluem.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira, estendendo as perdas de segunda. No radar das mesas de operação, estão as negociações entre Rússia e Ucrânia e a desescalada militar russa em Kiev. Paralelamente, o impacto da alta de casos da covid-19 na China sobre a demanda pelo óleo preocupa investidores.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI com entrega prevista para maio caiu 1,62% (US$ 1,72), a US$ 104,24 o barril. Já o Brent para mês seguinte recuou 1,63% (US$ 1,78), a US$ 107,71 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

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