Bolsa de Xangai perde 4%, maior queda em seis meses

As ações que são negociadas na China e em Hong Kong tiveram queda acentuada na Bolsa de Xangai, contribuindo para a maior baixa do índice Xangai Composto em mais de seis meses. O índice perdeu 4%, depois de ter atingido ontem pontuação recorde. O Shenzhen Composto baixou 4,3%. As ações tipo ?A? caíram para se aproximar do valor dos papéis tipo ?H?, que são negociados com preços mais baixos na Bolsa de Hong Kong. A seguradora China Life Insurance despencou 7% e a refinaria Sinopec teve queda de 4,2%. O Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla em inglês) perdeu 4,5% e o Banco da China recuou 5%. Segundo os analistas, o mercado deve apresentar alguma volatilidade no curto prazo, com alguns investidores acreditando que há espaço para novas altas, enquanto outros temem o surgimento de uma bolha especulativa. O governo chinês anunciou que o PIB do país cresceu 10,7% no ano passado, a maior expansão desde 1995. O dado sugere que as empresas apresentarão fortes resultados em seus balanços. Embora isso tenha um impacto positivo no mercado acionário a longo prazo, não houve reflexo imediato no preço das ações. A desvalorização do dólar em relação ao iene ampliou a queda da moeda norte-americana no mercado cambial chinês, levando o yuan a nova máxima pós-revalorização de 2005. No mercado de balcão, às 5h10 (hora de Brasília), o dólar era negociado a 7,7683 yuans, a menor cotação desde 21 de julho de 2005, contra 7,7725 no fechamento de ontem. No sistema automático de preços, o dólar caía para 7,7680 yuans, recorde de baixa pós-revalorização, contra 7,7726 yuans no encerramento de quarta-feira. Os operadores esperam, contudo, que o dólar retorne amanhã ao patamar de 7,77 yuans, retomando seu padrão de pequenas perdas e ganhos durante a semana. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,7%, para 20.669,83 pontos, refletindo a preocupação dos investidores com a colocação de novas ações no mercado por companhias de grande capitalização. O índice Taiwan Weighted, da Bolsa de Taipé, em Taiwan, recuou 0,1%, pressionado pela queda no setor de alimentos, que sofreu realização de lucros por parte dos pequenos investidores. Wei Chuan Foods caiu 5,2% e Uni-President Enterprises declinou 3,1%. Com a divulgação dos resultados do quarto trimestre, superiores às expectativas, TSMC ganhou 0,6%. UMC, que anunciou um plano de recompra de ações, teve alta de 3,1%. O índice Kospi, da bolsa sul-coreana, registrou ligeira queda de 0,05%, aos 1.382,36 pontos, num pregão de volume moderado. O mercado reverteu os ganhos registrados durante a sessão, pois os participantes ficaram cautelosos com a aproximação do nível de resistência de 1.400 pontos (a maior alta do dia foi de 1.392,55 pontos). Hyundai Motor fechou em queda de 0,8%, porque seu lucro operacional no 4º trimestre foi menor que o esperado. SK Telecom fechou em baixa de 3,2% e KT Freetel sofreu queda de 0,8%. A KT Corp recuou 3,8% e divulgará os seus resultados do 4º trimestre nesta sexta-feira. Já os lucros acima do esperado da Lotte Shopping fizeram com que os papéis da companhia registrassem alta de 1%. A Bolsa da Austrália registrou ganho modesto, liderada por ações de empresas mineradoras, mas o índice S&P/ASX 200 atingiu recorde de pontos, em antecipação ao feriado prolongado (o mercado não abrirá amanhã) e à temporada de divulgação de balanços. O índice subiu 0,02%, aos 5.769,9 pontos. BHP teve alta de 0,7%, depois que os contratos futuros de cobre subiram em razão das preocupações com a fraca oferta do metal. Isso aconteceu após a Jiangxi, líder chinesa em produção de cobre, advertir que seus estoques estavam baixos e depois anunciar números recordes de produção. A BHP também quer atingir recordes de produção de alumínio, alumina, catodo de cobre e minério de ferro, na primeira metade do ano fiscal de 2007. A Rio Tinto fechou em alta de 1,9% e a Newcrest Mining caiu 11,1%, depois de diminuir a previsão de reserva e produção da mina Telfer. Nas Filipinas, o índice PSE Composto da Bolsa de Manila atingiu a maior pontuação em 10 anos, depois de subir 0,9% e alcançar 3.275,19 pontos. Segundo analistas, a Bolsa continua a atrair investimentos em razão da baixa taxa de juros e das boas perspectivas econômicas e corporativas. Os papéis da Philippine Long Distance Telephone (PLDT) registraram alta de 2%, como conseqüência da valorização de 2,9% dos ADR´s da empresa ontem. Ayala Corp subiu 0,8% e a Meralco B teve alta de 1,4%. As informações são da Dow Jones. Na Bolsa da Malásia, o índice KLSE Composto encerrou o dia em baixa de 0,3%, aos 1.179,66 pontos. O Thai set, referencial do pregão de Bangcoc, subiu 0,5%, para os 660,71 pontos. Com realizações de lucro amplas e pulverizadas em diversos ativos, o Straits Times, da Bolsa de Cingapura, caiu 1,3%, para os 3.108,63 pontos. O sentimento do mercado também foi afetado negativamente por comentários do primeiro ministro indicando que as contribuições dos empregadores ao Fundo Central de Previdência devem, provavelmente, aumentar, o que provocará elevação no custo das companhias. As informações são da Dow Jones.

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