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Bolsa devolve ganhos no fim do pregão e termina estável

Ibovespa chegou a subir 1,5% ao longo do dia, mas movimentos de realização de lucro do mercado levaram índice para recuo de 0,01%

Agência Estado, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 17h52


Após chegar a subir 1,50% durante o dia com o resultado da pesquisa Ibope, a Bovespa reduziu os ganhos na reta final da sessão em meio a um movimento de realização de lucros e terminou perto da estabilidade. No fechamento, o Ibovespa caiu 0,01% para 59.108,19 pontos. A bolsa oscilou de uma máxima de 60.025 pontos (+1,54%) e a mínima de 59.096 pontos (-0,03%). O volume de negócios somou R$ 7,725 bilhões. No mês de setembro o Ibovespa acumula queda de 3,56% e no ano, alta de 14,76%.

A Bovespa abriu a sessão desta quarta-feira com alta de mais de 1,0% e chegou a superar o patamar dos 60 mil pontos no início dos negócios, impulsionada pela última pesquisa do Ibope, que mostrou ontem um enfraquecimento da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial. 

Segundo a sondagem, as intenções de voto em Dilma no primeiro turno das eleições caíram de 39% para 36%, enquanto Marina Silva (PSB) oscilou de 31% para 30% e Aécio Neves (PSDB) subiu de 15% para 19%. A pesquisa mostrou uma vantagem de três pontos porcentuais para Marina num eventual segundo turno contra Dilma, dentro da margem de empate técnico. Marina aparece com 43%, ante 40% de Dilma. Na pesquisa anterior, Marina tinha os mesmos 43% e Dilma, 42%. No cenário em que o adversário de Dilma é Aécio Neves, a diferença entre a petista e o tucano caiu de 15 para 7 pontos porcentuais da última pesquisa. Agora, Dilma tem 44% contra 37% de Aécio.

No início do dia, operadores expressaram dúvidas sobre o fôlego da Bolsa hoje, já que muito da euforia com a perspectiva de fortalecimento de Marina Silva (PSB) ante Dilma já tinha sido antecipada pelo mercado ontem, quando o Ibovespa descolou de seus pares e fechou em alta de mais de 2,0%. 

O principal evento do dia - a decisão de política monetária nos EUA - trouxe volatilidade para a Bolsa a partir do meio da tarde, quando até então o ganho era firme, em torno de 1%. Na reta final da sessão, a bolsa zerou os ganhos e acabou virando para o negativo e fechando muito perto da estabilidade. Os investidores acabaram pegando carona em algumas leituras mais "hawkish" do comunicado do Federal Reserve para realizar uma parte dos lucros acumulados desde a segunda-feira.

O comunicado do banco central dos EUA manteve a expressão de que os juros devem seguir baixos por "um período considerável", mas trouxe outros pontos interpretados como "hawkish" pelos mercados. Em relatório, o BNP Paribas destacou que as novas projeções para o comportamento dos juros anunciadas pelo Fed indicam uma velocidade maior da alta das taxas. Para o Brown Brothers Harriman (BBH), a reação dos ativos financeiros também considerou as duas dissidências na decisão de hoje, de Charles Plosser e Richard Fisher.

Segundo as projeções, 11 dirigentes do Fed acreditam que a meta da taxa de juros ficará em 1,375% ou menos até o final de 2015, 25 pontos bases acima da projeção média de junho. Até o final de 2016, 10 entre 17 membros preveem juros em ou abaixo de 2,875%, 37,5 pontos base acima da média das projeções em junho. Enquanto isso, 10 entre 17 membros preveem juros em 3,75% ou abaixo disso até final de 2017. No longo prazo, 10 entre 17 membros preveem juros em ou abaixo de 3,75%.

Em Nova York, as bolsas fecharam em alta, após o Fed dizer que está perto de encerrar suas compras de ativos e reiterar que não elevará as taxas por um "período considerável". O índice Dow Jones subiu 0,15%, enquanto S&P 500 (+0,13%) e Nasdaq (+0,21%).


Apesar do viés negativo da Bovespa no fechamento, as ações das estatais Eletrobras e Petrobras terminaram em alta, ainda reagindo ao resultado do Ibope. Eletrobras ON (+2,75%), Eletrobras PNB (+2,60%), Petrobras ON (+2,71%) e Petrobras PN (+2,65%). As ações ON do Banco do Brasil fecharam estáveis.


Do lado negativo, a Cemig fechou com forte queda de 6,49%, afetada por uma pesquisa, que mostrou o candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT, Fernando Pimentel (PT), na liderança da disputa eleitoral para o governo do Estado. 

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