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Bolsa dispara e tem maior alta em um ano, de 4,76%; dólar cai para R$ 3,77

Alta da Bolsa foi a maior em um ano; além da recuperação em relação ao mercado internacional, os investidores receberam bem resultados corporativos e notícias de fusões e aquisições

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 12h23

Atualizado às 17h40

SÃO PAULO - O primeiro pregão de novembro foi de fortes ganhos no mercado brasileiro de ações, que operou embalado pelo desempenho positivo das bolsas internacionais, balanços corporativos e pela forte presença de investidores estrangeiros atuando na compra. O Ibovespa terminou o dia em 48.053 pontos, com alta de 4,76%, a maior em quase um ano (desde 21 de novembro de 2014). A escassez de notícias acabou contribuindo para a valorização dos ativos brasileiros. No mercado de câmbio, o dólar caiu 2,26% frente ao real e terminou o dia valendo R$ 3,77.

Um dos motivos para a escalada da Bovespa foi a forte alta das bolsas internacionais na segunda-feira, que inflaram também os ADRs das empresas brasileiras na bolsa de Nova York. Devido ao feriado de Finados no Brasil, as ações se ajustaram hoje às altas da véspera. A divulgação de informações corporativas fez diversas ações se destacarem, como foi o caso de Hypermarcas, CSN e Itaú Unibanco.

Com valorização de 21,14%, Hypermarcas ON liderou as altas do Ibovespa. As ações refletiram a notícia da venda da divisão de cosméticos para a gigante francesa Coty, e o aumento da recomendação das ações da empresa pelos bancos. Já CSN ON disparou 16,59%, influenciada principalmente pelo ajuste aos preços dos ADRs, que haviam subido na véspera em meio ao otimismo com dados melhores da indústria dos EUA e da Europa.

Itaú Unibanco PN (+6,42%) e BR Malls (+7,14%) refletiram os números positivos do terceiro trimestre de 2015. Já Cetip ON (+8,36%) e BM&FBovespa ON (+8,77%) subiram com a expectativa de fusão entre as duas instituições. As ações da Petrobras se beneficiaram da alta do petróleo e dispararam 12,58% (ON) e 9,99% (PN).

No mercado de câmbio, a forte queda do dólar foi influenciada por diversos fatores, como a oferta de US$ 500 milhões pelo Banco Central por meio de leilões de linha, a expectativa de entrada de recursos no País após operação da Hypermarcas, a possibilidade de aprovação na Câmara da lei de repatriação e um ambiente mais calmo em Brasília. À tarde, o movimento foi favorecido ainda pela queda do dólar frente outras divisas de países emergentes no exterior.

No cenário externo, as principais expectativas são pelo discurso da presidente Federal Reserve, Janet Yellen, amanhã, e pelo relatório de empregos (payroll) dos EUA, na sexta-feira. No mercado futuro de juros, as taxas negociadas no horário estendido mantêm a queda verificada no horário regular, acompanhando o desempenho do dólar. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017, tinha taxa de 15,38% às 17h34, contra 15,37% no horário regular e 15,47% no ajuste de sexta-feira. 

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