Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bolsa e dólar fecham de lado à espera de decisão sobre impeachment

Bovespa encerrou o pregão praticamente estável e dólar terminou o dia cotado a R$ 3,22

Lucas Hirata. Paula Dias, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2016 | 18h32

Após se movimentar em um intervalo de apenas 485 pontos, alternando pequenas altas e baixas, a Bolsa terminou o dia estável (+0,01%) com o Índice Bovespa (o principal do mercado brasileiro) aos 57.722,13 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,758 bilhões, o menor da semana até agora.

Já o dólar teve leve alta de 0,18% e terminou a sessão cotado a R$ 3,2298, distante da máxima do dia de R$ 3,2408 (+0,52%), com investidores buscando proteção antes da decisão sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado. 

A cautela também foi motivada pelo pronunciamento da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, na conferência anual da autoridade monetária em Jackson Hole, no Wyoming, que acontece nesta sexta-feira, 24. Discute-se nas mesas de operações que a dirigente pode sinalizar um aperto iminente das taxas de juros nos Estados Unidos. 

O movimento no câmbio também foi apoiado, internamente, por preocupações com o ritmo do ajuste fiscal proposto pelo governo de Michel Temer. Por outro lado, o início da etapa final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, ajudou a conter a alta do dólar, assim como desmonte de posições compradas no mercado futuro e o avanço acentuado nos preços de petróleo. 

Operadores apontam que o patamar de R$ 3,24 tem atraído desmonte de posições compradas, por isso, nos últimos dias, o dólar tem se enfraquecido logo que toca ou se aproxima desse nível. O volume de negócios somou apenas US$ 503,853 milhões, de acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa. No mercado futuro, o contrato do dólar para setembro subiu 0,28%, aos R$ 3,2420, com giro de US$ 9,421 bilhões. 

Mercado de ações. A Bolsa brasileira operou predominantemente em terreno positivo e subiu até 0,70%, num viés determinado pela recuperação dos preços do petróleo, que avançaram mais de 1% nas bolsas de Nova York e de Londres. 

A alta da commodity impulsionou as ações da Petrobrás, que avançaram 1,43% (ON, ações com direito a voto) e 1,05% (PN, papéis com preferência no recebimento de dividendos). Os papéis da Vale também se beneficiaram da retomada da alta do petróleo e subiram 0,17% (ON) e 0,72% (PNA), respectivamente. 

A commodity iniciou o dia em baixa, mas virou para o terreno positivo depois que o ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh confirmou sua participação em um encontro informal da Opep, que deve ocorrer durante o Fórum Internacional de Energia, na Argélia, entre os dias 26 e 27 de setembro.

As bolsas americanas foram influência secundária para o mercado brasileiro durante a maior parte do dia, mas sempre pendendo para o viés negativo, o que contribuiu para limitar os ganhos na Bovespa.  

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas ficaram com ações ligadas a consumo. Foram elas Smiles ON (+3,65%), Lojas Renner ON (+3,22%) e Raia Drogasil ON (+2,75%). As maiores baixas ficaram com Ecorodovias ON (-3,53%), Qualicorp ON (-3,09%) e Fibria ON (-3,03%). Com o resultado de hoje, o Ibovespa contabiliza alta de 0,72% em agosto e de 33,16% em 2016.

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